
Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados neste mês de março, apontam aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país, com destaque para estados do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso.
Segundo o levantamento, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal estão entre as unidades da federação com nível de atividade em alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas. O cenário também indica crescimento contínuo nos casos tanto no curto quanto no longo prazo.
Na região Centro-Oeste, o avanço das internações tem sido impulsionado principalmente por vírus respiratórios como o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e a influenza A. Em Mato Grosso, além do rinovírus, a influenza A também tem contribuído para o aumento dos casos.
De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, o crescimento da influenza A chama atenção por estar ocorrendo antes do período esperado, que normalmente seria a partir de abril.
Entre os públicos mais afetados estão crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, principalmente por infecções causadas pelo rinovírus. Já o VSR tem maior impacto em crianças menores de 2 anos, principalmente em Mato Grosso e Goiás.
O boletim também aponta que capitais da região, como Cuiabá, Goiânia e Brasília, apresentam nível de alerta ou risco, com tendência de crescimento nos casos.
Apesar de um leve aumento nos registros de Covid-19 em algumas regiões do país, o impacto nas internações por SRAG ainda é considerado baixo.
Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a influenza, já iniciada em algumas regiões do país, além da imunização contra o VSR para gestantes, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).


