
Políticos que pretendem disputar as eleições, em outubro, devem deixar os cargos públicos até o dia 4 de abril. No Rio de Janeiro, as trocas na prefeitura e no governo do estado começaram nesta sexta-feira (20). Eduardo Paes foi o político que ficou mais tempo à frente da prefeitura do Rio: foram quatro mandatos. Hoje, durante uma cerimônia, ele entregou o cargo ao vice, Eduardo Cavaliere.
Também houve troca de cargos na administração do estado. Hoje, o governador Cláudio Castro exonerou 11 secretários que vão disputar as eleições. Ele ainda pode renunciar nos próximos dias, como estratégia para evitar uma possível cassação. Na terça-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral vai retomar o julgamento que pode deixar Cláudio Castro impedido de disputar eleições por oito anos. O governador do Rio é investigado por abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição, em 2022. Ele já manifestou interesse em concorrer ao Senado.
Além do Rio de Janeiro, governadores de outros estados já começaram a anunciar as datas das trocas de comando. No Rio Grande do Sul, existe a expectativa de que Eduardo Leite, do PSD, formalize a renúncia ao cargo neste sábado (21), durante o encontro estadual do partido. Em Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, enviou um ofício à Assembleia Legislativa confirmando que vai deixar o governo a partir de domingo (22).
No Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB, vai sair do cargo no dia 28 de março para disputar uma vaga no Senado em outubro. Em Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, deixa o governo no dia 31 de março. Em Pernambuco, João Campos, do PSB, vai sair da prefeitura do Recife no dia 2 de abril. Para disputar as eleições, políticos de todo o país precisam deixar o cargo até seis meses antes do primeiro turno, em outubro.


