
A morte da estudante universitária, Luiza Regina Oliveira Zanoni, de 29 anos, ocorrida nesta quinta-feira (28), no bairro Pedra 90 em Rondonópolis, provocou diversas manifestações nas redes sociais e também na gestão pública da cidade.
A Prefeitura Municipal de Rondonópolis manifestou pro meio de nota, profundo pesar pelo falecimento dela. Luiza Regina, tinha sido recentemente contratada para exercer a função de estagiária na EMEF Firmício Alves Barreto.
A Câmara Municipal, principalmente a bancada feminina como a vereadora Kalynka Meirelles (Podemos), também prestou apoio aos familiares neste momento de dor.
Nas redes sociais, a presidente da Procuradoria da Mulher e da Família publicou que foi até o local onde a tragédia aconteceu e daria o atendimento necessário.
ENTENDA O CASO
Luiza Regina Oliveira Zanoni foi brutalmente assassinada a facadas pelo ex-marido dentro de uma residência, após diversos golpes de faca.
Ao chegar ao local após chamados via 190, a Polícia Militar encontrou o casal caído. o homem, com cortes nos pulsos e pescoço, alegou que estava dormindo quando Luíza teria invadido a casa armada com uma faca para atacá-lo.

Com a chegada da Polícia Civil e da Politec, a narrativa do suspeito de “briga de casal com legítima defesa” foi rapidamente desmascarada pela perícia técnica como um caso clássico e cruel de feminicídio.
A arma que o suspeito apontou como sendo de Luíza não tinha um único vestígio de sangue, tornando impossível a versão de que ela o teria ferido primeiro. Os peritos encontraram uma terceira faca ensanguentada escondida sobre o painel da tv na sala, indicando que o cenário foi manipulado. O agressor já possui passagens criminais anteriores por ameaça, reforçando o perfil de violência.

O Observatório Caliandra que acompanha os casos de feminicídio em Mato Grosso, apontou que as principais formas utilizadas pelos suspeitos nesse tipo de crime, predomina a arma branca com 51% de mortes, demostrando a proximidade entre vítima e agressor. só em 2025 foram 53 mulheres mortas no estado, enquanto em 2024 foram 47.
Luíza foi atingida em regiões vitais (tórax, maxilar e pescoço) e morreu antes da chegada do socorro. o suspeito foi encaminhado pelo SAMU ao hospital regional sob custódia policial. assim que receber alta, ele será transferido direto para a unidade prisional, já autuado em flagrante. o caso agora segue para a delegacia de homicídios (DHPP).


