
Disputa ao Planalto
A corrida presidencial deste ano terá candidatos de todos os campos da política. Até agora, pelo menos seis já estão postos como postulantes a chefe do Executivo nacional, cujo nome será definido em outubro

Na corrida pela reeleição, Lula pode bater uma série de recordes: em outubro, aos 81 anos, ele será o candidato mais velho a concorrer à Presidência da República e, caso vença, será não só o chefe do Executivo federal mais velho da história do Brasil, como também o único a assumir esse posto quatro vezes. O pernambucano confirmou Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice na chapa.

Escolhido como sucessor por Jair Bolsonaro (PL), após o ex-presidente ter a candidatura impedida pela Justiça e acabar preso, o filho mais velho do político mantém viva a disputa da família pela faixa presidencial. Senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, de 44 anos, anunciou a pré-candidatura em dezembro último. O fluminense aparece em pesquisas eleitorais recentes como o principal rival de Lula.

Aos 76 anos, o político e médico ortopedista passou pelos cargos de deputado, senador e de governador, todos em Goiás. Em março, deixou a chefia do governo do estado para se tornar pré-candidato ao Palácio do Planalto. No PSD, partido ao qual se filiou, o goiano disputou com outros dois correligionários a chance de disputar o pleito deste ano e acabou escolhido pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.

Empresário e administrador de 61 anos, Zema teve a primeira participação na política — e única, até o momento — no posto de governador de Minas Gerais. Ele ficou no cargo de 2018 até este março, quando renunciou à função para entrar na disputa pelo Palácio do Planalto. Na tentativa de aumentar as chances da direita, o mineiro defende uma variedade maior de nomes desse espectro ideológico no pleito.


