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POLÍCIA CIVIL DO PARÁ

Operação prende suspeito de comandar o maior assalto de Confresa após três anos do crime

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Três anos após um dos assaltos mais violentos já registrados em Mato Grosso, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos durante a terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada na última quarta-feira (8), em Marabá (PA).

Os detidos são Pablo Henrique de Sousa Franco e Josivan Pereira da Silva, investigados por participação no ataque ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa, quando um grupo fortemente armado sitiou a cidade e atacou uma transportadora de valores.

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Pablo Henrique de Sousa Franco, seria o mandante do crime – Foto: PC/edição AGORAMT

Segundo as investigações, Pablo Henrique, de 47 anos, seria o responsável por comandar toda a ação criminosa, atuando no planejamento estratégico e na coordenação do grupo, mesmo à distância. Contra ele há mandado de prisão preventiva por crimes como roubo majorado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Já Josivan Pereira da Silva é apontado como um dos envolvidos no esquema, com participação nas atividades da organização criminosa, embora detalhes específicos de sua atuação não tenham sido divulgados.

Imagem: adj Operação prende suspeito de comandar o maior assalto de Confresa após três anos do crime
Josivan Pereira da Silva, foi acusado como sendo um dos envolvidos no crime – Foto: PC/edição AGORAMT

A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil do Pará e cumpriu parte das 97 ordens judiciais expedidas pela Justiça, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias.

Relembre o crime

O crime, ocorrido em 2023, ficou conhecido pela extrema violência. Cerca de 20 criminosos invadiram Confresa utilizando armamento pesado, explosivos e veículos para cercar a cidade, estratégia conhecida como “domínio de cidades”.

Durante a ação, parte do grupo atacou o quartel da Polícia Militar, incendiou estruturas e fez moradores reféns, colocando a população em risco. O principal alvo era a empresa de transporte de valores Brinks.

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Criminosos teriam chegado a atacar o quartel da Polícia Militar de Confresa – Foto: Reprodução

Apesar da estrutura montada e do alto investimento estimado em cerca de R$ 3 milhões, os criminosos não conseguiram acessar o cofre principal da empresa e fugiram sem confirmação de valores levados.

As investigações apontaram que o grupo atuava de forma interestadual, com divisão de funções bem definida, incluindo núcleos responsáveis pelo planejamento, execução, apoio logístico e financiamento da ação.

A Justiça destacou que a atuação do suspeito preso foi essencial para o sucesso da invasão, mesmo sem participação direta no momento do ataque.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no crime, que deixou forte impacto e sensação de insegurança na população local.

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