A entrada em estádios brasileiros passa por uma transformação: a tradicional coleção de ingressos físicos está sendo substituída pela biometria facial. Desde 2023, a Lei Geral do Esporte exige o uso dessa tecnologia em arenas com mais de 20 mil lugares, permitindo o acesso apenas pelo reconhecimento do rosto cadastrado na compra.

O sistema busca aumentar a segurança e reduzir fraudes, já que o ingresso se torna pessoal e intransferível. Além disso, proporciona mais rapidez na entrada e tem contribuído para o crescimento do público, incluindo maior presença de famílias, mulheres e crianças.
Clubes e estádios também registram ganhos financeiros e operacionais, como economia com materiais e combate ao cambismo. A integração com bancos de dados de segurança pública ainda permite identificar pessoas com pendências judiciais.
Por outro lado, especialistas alertam para riscos relacionados à privacidade, ao uso de dados pessoais e a possíveis erros de identificação, especialmente envolvendo vieses raciais. Apesar das críticas, a tendência é de expansão da biometria facial para outros eventos, como shows e grandes espetáculos.


