
Um artigo publicado nesta terça-feira (28) na revista Nature Mental Health sugere que parte dos pacientes diagnosticados com depressão resistente ao tratamento pode, na realidade, ter dor crônica não identificada, fator que pode comprometer a eficácia dos antidepressivos.
Segundo os pesquisadores, a dor crônica é comum em pessoas com depressão, mas não faz parte dos critérios utilizados para classificar a resistência ao tratamento e raramente é avaliada de forma padronizada. Os autores ressaltam que o estudo não recomenda interromper ou alterar a medicação antidepressiva.
Para os especialistas, incluir o rastreamento da dor na avaliação de pacientes cuja depressão não melhora pode tornar o diagnóstico mais preciso e direcionar melhor o tratamento. No Sistema Único de Saúde (SUS), a medida poderia ser adotada sem altos custos, fortalecendo a integração entre os serviços de saúde mental e de tratamento da dor.


