
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, conforme o Boletim Macrofiscal de julho. Já a estimativa para a inflação oficial, medida pelo IPCA, foi elevada de 4,5% para 5,1%.
Segundo o documento, a alta da inflação reflete principalmente o aumento dos preços dos alimentos, os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de energia e a possibilidade de um El Niño mais intenso, que pode afetar a produção agrícola.
O boletim também aponta um cenário internacional de incertezas, com riscos relacionados às tensões geopolíticas, às novas tarifas dos Estados Unidos e à manutenção de juros elevados nas principais economias. No Brasil, a expectativa é de desaceleração da atividade econômica no curto prazo devido aos efeitos da política monetária, com recuperação gradual no fim do ano.
Na área fiscal, o mercado reduziu a estimativa de déficit primário para R$ 58,1 bilhões em 2026, equivalente a 0,43% do PIB, enquanto o governo destaca medidas para controlar gastos tributários e manter o equilíbrio das contas públicas.


