
O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (16) um conjunto de medidas para reduzir os impactos da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Entre as ações previstas estão linhas de crédito para empresas, ampliação do Plano Brasil Soberano e apoio à abertura de novos mercados para exportação.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo também pretende fortalecer a atuação da ApexBrasil e do BNDES para diversificar os destinos das exportações e poderá acionar a Lei de Reciprocidade Econômica e a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a medida.
Os setores mais afetados são madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, cerca de 2,4 mil empresas brasileiras serão diretamente impactadas, respondendo por aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações aos Estados Unidos.
O governo informou ainda que manterá negociações diplomáticas com os EUA, enquanto o Banco Central defendeu o Pix como um sistema público que não prejudica a concorrência. Também foram apresentados esclarecimentos sobre políticas ambientais e de combate à corrupção, temas citados na investigação comercial norte-americana.
Apesar dos impactos para alguns setores, a equipe econômica avalia que a medida não compromete a estabilidade macroeconômica do país e seguirá adotando ações para preservar empresas, empregos e a competitividade das exportações brasileiras.


