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Um estudo publicado na revista científica NPJ Aging estima que o limite biológico da expectativa de vida humana seja de cerca de 156 anos. Segundo os pesquisadores, as células do cérebro e do coração, que praticamente não se regeneram, representam a principal barreira para uma vida mais longa.
De acordo com a pesquisa, o maior obstáculo são as mutações somáticas, alterações permanentes no DNA que se acumulam ao longo da vida e não podem ser revertidas pela medicina atual. Esses danos permanecem especialmente nas células do cérebro e do coração.
Em um cenário hipotético em que todas as demais causas do envelhecimento fossem eliminadas, a expectativa de vida poderia chegar a 1.759 anos. No entanto, ao considerar apenas os efeitos dessas mutações, a estimativa caiu para uma mediana de 156 anos.
Os autores destacam que o estudo não prevê que as pessoas viverão até essa idade, mas busca identificar os fatores que mais limitam a longevidade. A expectativa é que as descobertas orientem o desenvolvimento de terapias capazes de retardar o envelhecimento e, no futuro, substituir células nervosas e cardíacas danificadas.


