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SUS troca insulina NPH por medicamento mais moderno para tratamento do diabetes; veja se tem direito

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Imagem: ADKVD SUS troca insulina NPH por medicamento mais moderno para tratamento do diabetes; veja se tem direito
Tubo de insulina glargina – Foto: Reprodução

Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começaram a receber uma versão mais moderna da insulina para o tratamento do diabetes. A mudança ocorre de forma gradual, com a substituição da insulina NPH pela insulina glargina, medicamento de ação prolongada que proporciona maior estabilidade no controle da glicemia e reduz a necessidade de aplicações ao longo do dia.

Nesta primeira etapa, a troca será destinada a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e a idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina já foram distribuídos aos estados brasileiros. Além do medicamento, os pacientes também receberão uma caneta reutilizável para aplicação da insulina, cuja entrega está prevista para os próximos dias.

Quais são as vantagens da nova insulina?

A insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, precisa ser aplicada apenas uma vez por dia. Já a insulina NPH pode exigir duas ou até três aplicações diárias, dependendo da necessidade de cada paciente.

Além da praticidade, o novo medicamento oferece outros benefícios, como:

  • melhor controle dos níveis de glicose no sangue;
  • menor risco de episódios de hipoglicemia;
  • mais facilidade para seguir corretamente o tratamento;
  • maior segurança e qualidade de vida para os pacientes.

Como conseguir a insulina glargina?

A substituição da insulina não será automática. O paciente deverá procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com a receita médica atualizada e devidamente carimbada.

No caso de crianças e adolescentes, os pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a avaliação para a troca do medicamento.

Antes da mudança, uma equipe de saúde fará uma avaliação clínica para verificar se o paciente se enquadra nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Além da nova insulina, os pacientes receberão orientações sobre o uso correto do medicamento, a técnica de aplicação e a forma adequada de armazenamento.

Caneta reutilizável acompanha o tratamento

Quem passar a utilizar a insulina glargina também receberá uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, além das agulhas necessárias para a aplicação.

A distribuição faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para modernizar o tratamento do diabetes no SUS. A expectativa é que todos os estados recebam os medicamentos e os dispositivos até o fim deste mês.

A mudança será realizada de forma gradual em todo o país, garantindo que a transição ocorra com acompanhamento das equipes de saúde e segurança para os pacientes.

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