
O vereador e presidente afastado da Câmara Municipal de Barra do Bugres, Laércio Norberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, escapou da cassação do mandato após a Câmara não alcançar o número mínimo de votos exigido durante a sessão de julgamento realizada na segunda-feira (27).
O processo político-administrativo foi instaurado para apurar uma suposta quebra de decoro parlamentar, após Laércio ser preso, em abril deste ano, suspeito de agredir a companheira, que na época era servidora da própria Câmara Municipal.
Para que o mandato fosse cassado, eram necessários pelo menos oito votos favoráveis. No entanto, quatro vereadores se abstiveram, impedindo que o quórum qualificado fosse atingido.
Votaram pela cassação os vereadores: Cláudia Santana Barbosa (PP), Donizete Martins Pereira (PRTB), Fábio Jamil de Arruda Almeida (PRTB), Ivonilson Pereira Prado (PR), Natanael Morais de Almeida (PL), Silval Jesus Gomes de Souza (PL) e Cleide Rodrigues de Oliveira (PR).
Optaram pela abstenção: Alex Costa Aguiar (União), Andreson B. Oliveira Lima (PSDB), Antonio Manuel de Souza (PP) e Silvestre Fernandes da Silva (NOVO).
A denúncia que originou o processo foi apresentada por um morador do município e apontava possíveis infrações político-administrativas e quebra de decoro parlamentar em razão da investigação por violência doméstica. Os detalhes da representação não foram divulgados.
Relembre o caso
Em abril deste ano, Laércio foi afastado do cargo e do mandato por determinação judicial após ser acusado de agredir a companheira. Segundo as investigações, a vítima teria sido atacada com uma chave de rodas depois que o casal retornou de um evento na praça central de Barra do Bugres.
Na ocasião, a Justiça também proibiu o vereador de frequentar a sede da Câmara Municipal, já que a mulher trabalhava no Legislativo. O caso provocou grande repercussão em Mato Grosso, levando o Partido Liberal (PL) a afastá-lo das funções partidárias e anunciar a abertura de um processo de expulsão da sigla, por não compactuaram com tais atitudes.
No último dia 14 de julho, Laércio foi colocado em liberdade após a vítima retirar a denúncia de agressão. Com a rejeição do pedido de cassação pela Câmara, o vereador agora tenta retomar o mandato, enquanto o caso segue tramitando na esfera judicial.


