
O Brasil ainda enfrenta números preocupantes quando o assunto é mortalidade materna. Dados de 2024 apontam que 1.347 mulheres morreram durante a gestação, no parto ou em até 42 dias após o fim da gravidez. O índice atual é de 56,4 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, enquanto a meta nacional é reduzir esse número para 30 até 2030.
Segundo especialistas, cerca de 90% dessas mortes poderiam ser evitadas com acompanhamento adequado, pré-natal de qualidade e atendimento rápido diante de complicações. As principais causas são hipertensão gestacional, hemorragias, infecções puerperais e complicações relacionadas ao aborto.
O tema ganha destaque devido o 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, data criada para conscientizar sobre os direitos das gestantes e a importância do cuidado integral com a saúde da mulher.
Médicos destacam que o pré-natal precoce e bem realizado é essencial para identificar riscos e garantir mais segurança tanto para a mãe quanto para o bebê. Além disso, hospitais de referência e equipes multidisciplinares têm papel fundamental no acompanhamento das gestantes, principalmente em casos considerados de alto risco.
Outro ponto de atenção é o período pós-parto. Especialistas alertam que muitas mulheres acabam recebendo menos atenção após o nascimento do bebê, o que pode dificultar a identificação de sinais graves. Sintomas como sangramento intenso, febre, falta de ar, pressão alta persistente, dores fortes de cabeça e alterações visuais devem ser tratados como alerta imediato.
A saúde mental também preocupa. Tristeza intensa, ansiedade, exaustão extrema e dificuldade de vínculo com o bebê podem indicar sofrimento psicológico no puerpério e exigem acompanhamento profissional.
Para enfrentar esse cenário, o Governo Federal lançou a Rede Alyne, programa que busca reduzir a mortalidade materna no Brasil, especialmente entre mulheres negras, garantindo atendimento mais humanizado e acesso adequado aos serviços de saúde.


