
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (26) o início de um projeto-piloto que utilizará a semaglutida, princípio ativo de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa será realizada no Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, e atenderá 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças, além de indicação para cirurgia bariátrica.
Durante dois anos, o estudo vai avaliar a perda de peso, a melhora na qualidade de vida, os resultados clínicos e os custos do tratamento para verificar a viabilidade da incorporação da medicação ao SUS.
Para participar, os pacientes precisam estar em acompanhamento médico, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e comprovar falha no tratamento convencional com dieta e atividade física.
Atualmente, a semaglutida não é oferecida pelo SUS. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou que o medicamento não fosse incorporado devido ao alto custo, estimado em cerca de R$ 8 bilhões por ano.


