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SEGUNDO PESQUISA

Mato Grosso registra menor número de focos de calor da série histórica em julho

Estado reduziu em 78,15% os registros em relação à média histórica; Corpo de Bombeiros reforça alerta para prevenção durante o período proibitivo das queimadas

Fonte: O TEMPO
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Imagem: queimadas Mato Grosso registra menor número de focos de calor da série histórica em julho
Incêndios florestais – Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Mato Grosso encerrou o mês de julho com o menor número de focos de calor registrado na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/BD Queimadas), iniciada em 1998. A redução foi de 78,15% em comparação com a média dos últimos 28 anos, resultado que evidencia os avanços das ações preventivas e reforça a importância da participação da população.

De acordo com os dados do INPE, o Estado contabilizou 746 focos de calor em julho de 2026, número significativamente inferior à média histórica para o mês, que é de 3.414 registros. Desse total, 60% estão em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, nas quais o combate deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Esse resultado também representa uma redução de aproximadamente 26,65% em relação a julho de 2025, quando foram registrados 1.017 focos, que, até então, representavam o menor índice da série histórica para o período. Apesar do cenário positivo, o Corpo de Bombeiros mantém o alerta de que o período de estiagem exige atenção redobrada, especialmente diante da previsão de impactos do fenômeno El Niño e das condições climáticas que favorecem a propagação do fogo, como baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes.

De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, os resultados refletem o trabalho integrado de prevenção, fiscalização e conscientização realizado no primeiro semestre deste ano e que deve se intensificar para minimizar os riscos durante a estiagem.

“Os números demonstram que as ações preventivas vêm contribuindo para a redução dos focos de calor, mas não significam que o risco tenha diminuído. O período de estiagem exige cuidado redobrado, principalmente porque as condições climáticas favorecem a propagação do fogo. A colaboração da população é fundamental para evitarmos ocorrências de grandes proporções”, afirmou.

O comandante reforçou ainda a necessidade de que a população permaneça vigilante durante toda a estiagem, denuncie práticas irregulares de uso do fogo pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros) e respeite as restrições estabelecidas durante o período proibitivo, medida que tem se mostrado eficaz na redução dos focos de calor.

Dados do INPE demonstraram que os meses de maio e junho registraram números superiores de focos de calor, com 831 e 1.440 ocorrências, respectivamente, enquanto julho apresentou redução, indicando resultados positivos das ações preventivas adotadas.

Período proibitivo

Em vigor desde 1º de julho, o período proibitivo suspende o uso do fogo em todo o território estadual para atividades de limpeza e manejo de áreas rurais até 30 de novembro de 2026. A utilização irregular do fogo durante esse período pode configurar crime ambiental, sujeitando os responsáveis às penalidades previstas na legislação.

Além de ilegal, a prática representa riscos à segurança da população, à saúde pública e ao meio ambiente, podendo contribuir para a ocorrência e a propagação de incêndios florestais de grandes proporções.

Ações de combate

Para este ano, o Governo do Estado destinará R$ 134 milhões para as ações de combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal. O planejamento operacional para o período de estiagem contempla a mobilização diária de 483 bombeiros militares e 105 brigadistas estaduais, além do apoio de brigadistas municipais. A estrutura contará com 80 viaturas, 28 máquinas, seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e um veículo anfíbio SHERP.

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