Agora MTBrasilConselho Nacional de Justiça exige autorização judicial para conteúdos digitais com menores
CRIANÇAS INFLUENCERS

Conselho Nacional de Justiça exige autorização judicial para conteúdos digitais com menores

Medida estabelece fiscalização de atividades artísticas e produção de conteúdo por crianças e adolescentes nas redes sociais

FONTE
VIA
Imagem: ENQUADRAMENTO SITE 6 Conselho Nacional de Justiça exige autorização judicial para conteúdos digitais com menores
Projeto foi aprovado pela CNJ para regulamentar as redes sociais para crianças e adolescentes – Foto: Ilustração/Canva

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma nova resolução que cria regras nacionais para a concessão, fiscalização e acompanhamento de autorizações judiciais envolvendo a participação de crianças e adolescentes em atividades artísticas e na produção de conteúdos para redes sociais e plataformas digitais.

A medida, aprovada nesta terça-feira (23), regulamenta procedimentos previstos no ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) e no Decreto nº 12.880/2025, buscando garantir a proteção do público infantojuvenil sem impedir a participação em atividades criativas e a liberdade de expressão.

Com o crescimento do número de crianças e adolescentes produzindo vídeos, participando de campanhas, canais e perfis de redes sociais, a nova regra estabelece que essas atividades deverão seguir critérios de proteção e acompanhamento.

De acordo com a resolução, os alvarás judiciais para participação em conteúdos digitais — sejam em perfis próprios, de responsáveis ou de terceiros — deverão ser solicitados pelo responsável legal da criança ou adolescente ou por alguém que comprove legítimo interesse.

As autorizações terão prazo determinado:

  • até 12 meses para crianças;
  • até 18 meses para adolescentes.

O prazo poderá ser alterado caso o magistrado responsável entenda necessário, considerando a proteção do menor.

A regulamentação ocorre após plataformas digitais começarem a notificar perfis que possuem conteúdos produzidos por crianças e adolescentes para que busquem regularização junto ao Poder Judiciário.

Segundo o CNJ, a medida busca criar mecanismos para combater situações de exploração econômica, adultização precoce e exposição excessiva de menores no ambiente digital.

A resolução é resultado de debates envolvendo órgãos como o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ministério Público do Trabalho (MPT), Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), além de especialistas e representantes da sociedade civil.

Com a aprovação, o CNJ conclui uma das etapas de implementação do ECA Digital, criando uma padronização nacional para que a participação de crianças e adolescentes na internet ocorra com mais segurança e acompanhamento.

Relacionadas

Siga-nos

Mais Lidas