
Um estudo da Federação Mundial da Obesidade, realizado no Canadá, identificou que até um terço das mortes e dos casos de doenças cardiovasculares pode estar associado ao consumo de alimentos ultraprocessados.
A pesquisa analisou dados ao longo de 20 anos e destacou o papel desses produtos industrializados no aumento do risco para essas doenças. O cardiologista Marcelo Bergamo explicou que esses alimentos passam por diversas etapas industriais, nas quais são adicionadas substâncias como açúcares, corantes e gorduras.

Esses componentes tornam os produtos mais palatáveis, mas também contribuem para o desenvolvimento de problemas de saúde. “Isso acaba acarretando e levando a longo prazo a vários tipos de doenças relacionadas aos problemas cardíacos, como hipertensão, diabetes, colesterol, e isso a longo prazo, o consumo desses alimentos a longo prazo, vai deixar as pessoas mais obesas e também podendo levar ao risco de um infarto ou um AVC”, complementa o cardiologista.
Bergamo ainda enfatiza que não é apenas um componente específico dos ultraprocessados que prejudica a saúde cardiovascular, mas sim o excesso do conjunto desses ingredientes. “As pessoas que consumiam de uma forma mais rotineira os alimentos ultraprocessados, em vez de consumir os alimentos mais in natura, vamos dizer assim, com pouco processamento, essas pessoas acabaram desenvolvendo mais esse tipo de doença, que é a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo como um todo”, alerta.


