
REUTERS/Mike Segar
A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo diante da Noruega não foi apenas o fim de mais um sonho do hexacampeonato; foi o marco definitivo do encerramento de uma era.
No gramado do MetLife Stadium, ao apito final, o peso de mais de uma década carregando as expectativas de uma nação inteira pareceu finalmente se descolar dos ombros de Neymar Jr.
O gol de pênalti nos acréscimos, que isolou ainda mais o camisa 10 como o maior artilheiro da história da seleção brasileira, foi o último ato de uma linda e turbulenta história de amor em verde e amarelo.
Neymar já tomou sua decisão e ela é irreversível: não vestirá mais a camisa da seleção brasileira. O ciclo do Menino da Vila com a Amarelinha terminou com o coração partido, mas com a certeza de quem entregou cada gota de suor e genialidade possíveis.
Aos 34 anos, o craque entende que o corpo e a mente cobram o seu preço, e que o protagonismo da transição geracional agora pertence a nomes como Vinícius Jr..
O refúgio e a promessa na Vila Belmiro
Se a Amarelinha agora é parte de um passado glorioso e dolorido, o futuro atende por um nome acolhedor: Santos Futebol Clube. De volta para casa desde 2025, após a passagem pelo Al-Hilal, o camisa 10 agora se vê livre das exaustivas viagens internacionais e das Datas Fifa para focar em um único objetivo: devolver ao Peixe o brilho absoluto no cenário nacional.


