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Enxaqueca Crônica: quando a Cannabis Medicinal pode ser considerada no tratamento?

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Dra. Mônica Fagundes | Médica especialista em Medicina Endocanabinoide em Rondonópolis (MT) – Foto: Acervo Pessoal

A enxaqueca crônica é uma condição neurológica debilitante que afeta cerca de 15% da população mundial, com predomínio em mulheres. Caracterizada por crises de dor de cabeça intensa e pulsátil, a enxaqueca pode durar horas ou até dias. O tratamento convencional inclui analgésicos e triptanos, mas uma parcela significativa dos pacientes não responde adequadamente ou apresenta efeitos colaterais intoleráveis. É nesse cenário que a Cannabis Medicinal tem despertado interesse como alternativa terapêutica.

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Cannabis medicinal – Foto: Divulgação

Um estudo publicado na Wecann Academy analisou pacientes com enxaqueca tratados com canabinoides. Entre os respondedores ao tratamento — impressionantes 89,61% dos participantes — houve redução significativa tanto na frequência quanto na intensidade das crises. Os pacientes relataram menos dias de dor por mês e crises mais leves quando estas ocorriam. O Sistema Endocanabinoide está envolvido na modulação da dor, na regulação vascular cerebral e no controle da inflamação — todos mecanismos relevantes na fisiopatologia da enxaqueca.

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Enxaqueca crônica – Foto: Divulgação

O CBD e o THC atuam em receptores específicos que podem reduzir a liberação de neurotransmissores envolvidos na transmissão da dor, modular a inflamação neurogênica e relaxar a musculatura vascular cerebral. A terapia canabinoide pode ser considerada para pacientes que não respondem aos tratamentos preventivos convencionais ou que apresentam contraindicações ao uso de triptanos. É fundamental que o tratamento seja supervisionado por um médico especializado para definir a proporção ideal entre os compostos.

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