
Em entrevista exclusiva à RECORD, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que a fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve ser zerada entre setembro e outubro deste ano. Segundo ele, entre 370 mil e 377 mil requerimentos estão pendentes de análise atualmente.
“O nosso propósito é zerá-la até o final do ano, mas isso pode acontecer antes. Pela curva que nós estamos apreciando agora, eu acho que isso acontece entre setembro e outubro”, declarou o chefe da pasta ao JR Entrevista.
“Vai ser um feito inédito e vai ser muito bom para o Brasil. Porque é algo que nunca aconteceu. É uma coisa que deu muito trabalho para que nós mudássemos todo um conjunto de parâmetros e de ações para poder agilizar os processos, informatizar, dar mais rigor institucional a tudo isso e fazer com que quem tem efetivamente direito possa ter esse direito assegurado, garantido e concedido”, acrescentou.
A íntegra da entrevista com o ministro será exibida às 22h30 desta quarta-feira (5) na RECORD News.
Segundo Queiroz, a Previdência Social recebe 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios a cada mês. Ele comentou que o ministério busca combater o “represamento” de solicitações, que antes era de quase 2 milhões e foi reduzido para a faixa de 370 mil.
“Nosso desafio é fazer com que esse gargalo acabe e que o cidadão, beneficiário ou pretenso beneficiário, entre no INSS e receba a devolutiva no prazo de 45 dias, que foi o estipulado pelo Tribunal de Contas da União”, ressaltou.
“Quando a gente conseguir fazer com que todo esse fluxo seja digerido pelo INSS no prazo de 45 dias, a fila estará oficialmente zerada. Então, por exemplo, quem vai entrar com pedido de aposentadoria no final do ano, início do ano que vem, já pode contar com essa fila zerada. Vai apresentar a documentação e, em até 45 dias, deve ter o benefício analisado”, acrescentou Queiroz.
O ministro destacou também que, diante de um indeferimento, o segurado pode recorrer gratuitamente ao Conselho de Recursos da Previdência Social em até 30 dias.
Porém, ele apontou a importância de resolver demandas administrativamente para reduzir a sobrecarga no Judiciário. Segundo Queiroz, 45% de toda a demanda judicial da AGU (Advocacia-Geral da União) seria relativa à Previdência Social.


