
Mato Grosso enfrenta um cenário de atenção nesta sexta-feira (14), com baixa umidade do ar, temperaturas elevadas e aumento do risco de incêndios florestais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou o estado sob alerta laranja para umidade relativa do ar que pode chegar a 12%, condição considerada perigosa.
O aviso abrange uma extensa faixa do território brasileiro, que se estende do sul do Pará ao leste de São Paulo e inclui outros estados das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste. Em Mato Grosso, a combinação entre tempo seco e ausência de chuvas favorece a propagação das chamas e aumenta a preocupação com queimadas.
Mato Grosso concentra grande número de focos
Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que Mato Grosso está entre os estados brasileiros com maior quantidade de focos de fogo registrados em 2026.
Somente em junho, o estado contabilizou 1.440 focos de fogo ativo, o maior número entre os estados brasileiros naquele mês, segundo o boletim InfoQueima do INPE. O levantamento também apontou predominância de condições de risco de fogo alto e crítico em áreas do Brasil Central.
O sistema do INPE monitora os focos detectados por satélites e disponibiliza dados atualizados sobre queimadas, incêndios, áreas atingidas e condições de risco de fogo.
Este período atual é considerado especialmente crítico para Mato Grosso. Com o afastamento das chuvas, a vegetação fica mais seca e o fogo encontra condições favoráveis para se espalhar rapidamente.
O próprio monitoramento do INPE aponta que o risco meteorológico de fogo esteve elevado em grande parte do Brasil Central durante o período analisado, especialmente em áreas afetadas pela redução das chuvas.
A situação se torna ainda mais preocupante quando os baixos índices de umidade são associados às altas temperaturas e à presença de vegetação seca. Nesta sexta-feira, o Inmet prevê que a umidade relativa do ar possa atingir níveis próximos de 12% em áreas sob alerta.
Além do risco de incêndios, a umidade muito baixa pode provocar desconforto e problemas como ressecamento da pele, olhos, nariz e boca. O Inmet também alerta para o aumento do risco de queimadas em períodos de umidade extremamente reduzida.
A orientação é evitar atividades físicas intensas nos horários mais secos, manter a hidratação e redobrar os cuidados em ambientes com fumaça ou grande concentração de partículas.
Com a permanência do período de estiagem, o cenário exige atenção tanto das autoridades responsáveis pelo combate aos incêndios quanto da população, principalmente para evitar atitudes que possam provocar novos focos de fogo.
Os dados sobre queimadas são atualizados pelo INPE conforme novos registros são detectados pelos satélites.


