
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Arcanjo, para desarticular um grupo investigado pela compra, comercialização e ocultação de ouro de origem ilícita. A organização teria atuação principalmente entre Poconé (MT) e São José do Rio Preto (SP).
Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e seis de prisão em Cuiabá, Várzea Grande e Poconé, em Mato Grosso, além de Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP). Não houve cumprimento de mandados em Pontes e Lacerda (MT).
Em Cuiabá, são cumpridos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão. Várzea Grande tem dois mandados de busca e apreensão, enquanto Poconé concentra oito. Em São José do Rio Preto, são quatro mandados de busca e apreensão, e, em Campo Grande, dois.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 5,2 milhões relacionados às operações investigadas, envolvendo a negociação de aproximadamente 17,3 quilos de ouro. A análise financeira identificou uma estrutura formada por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores do minério.
O esquema teria início na região de Poconé, onde o ouro era adquirido, e seguiria para São José do Rio Preto, onde seria recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para a custódia e comercialização. Os investigadores também identificaram mecanismos que teriam sido utilizados para esconder e dissimular os valores obtidos com as transações.
Os envolvidos são investigados, em tese, pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A operação busca apreender materiais e documentos que possam ajudar a esclarecer a atuação de cada integrante e aprofundar a investigação sobre a origem do ouro e a movimentação dos recursos.


