
A taxa de abstenção entre eleitores com deficiência é 12% maior que a do público geral, segundo dados do TSE. Em 2020, quatro em cada dez eleitores com deficiência não compareceram às urnas. Desde 2012, a taxa de ausência desse grupo permanece entre 28% e 34%.
O cenário ocorre em meio à baixa representatividade política: apenas 1,3% dos candidatos eleitos nos últimos pleitos tinham alguma deficiência. Especialistas apontam que o problema está relacionado a barreiras de acessibilidade e não apenas ao desinteresse político.
Entre os principais obstáculos estão dificuldades de mobilidade urbana, falta de acessibilidade física nos locais de votação e ausência de recursos adequados para pessoas com deficiência visual.
Além das dificuldades para votar, pessoas com deficiência enfrentam obstáculos para disputar eleições, como acesso limitado a recursos de campanha, barreiras de acessibilidade e dificuldade para conquistar espaço dentro dos partidos.
Especialistas destacam ainda que barreiras culturais e comportamentais contribuem para a sub-representação. A avaliação é de que candidatos com deficiência devem ser reconhecidos por sua capacidade de representar toda a população, e não apenas por sua atuação em pautas relacionadas à deficiência.


