
Moradores do Residencial Celina Bezerra, em Rondonópolis (MT), enfrentam uma situação de falta de água desde a tarde de quarta-feira (23). Segundo os relatos, o abastecimento foi interrompido por volta das 15h e até esta quinta-feira (24), ainda não havia sido normalizado. O residencial possui 1.444 apartamentos e, conforme estimativa apresentada pelos próprios moradores, entre 5 mil e 10 mil pessoas podem estar sendo afetadas pela falta de água.
De acordo com o Sanear, o problema está relacionado à falta de uma fase de energia elétrica no poço responsável pelo abastecimento da região. Conforme informado pelo órgão, a ocorrência é de responsabilidade da concessionária de energia (Energisa) e havia previsão de realização do serviço ainda nesta manhã. Após a normalização do fornecimento elétrico, o sistema de abastecimento deverá ser retomado gradativamente.
Enquanto aguardam a solução, moradores estão improvisando para conseguir água. Um sitiante que reside nas proximidades passou a transportar água em uma carretinha até o residencial. No local, os moradores enchem baldes e levam a água para os apartamentos, utilizando o recurso para cozinhar, tomar banho e realizar a limpeza das residências.
A moradora Marta dos Anjos Rodrigues, que procurou o Grupo Agora de Comunicação para relatar a situação, contou que a falta de água começou sem aviso prévio. Segundo ela, a família passou a noite sem conseguir tomar banho ou preparar alimentos.

“Quando nós fomos ligar a torneira ontem, 3 horas a água já tinha ido embora. E sem aviso prévio. Não falaram para nós que iria faltar água. Ontem nós não fizemos janta, ontem nós não tomamos banho, hoje de manhã nós não temos água para fazer café, não temos água para beber”, relatou.
Ainda segundo Marta, moradores afirmam ter feito diversas ligações para o Sanear em busca de informações e atendimento. Ela também questionou a justificativa apresentada para a interrupção, já que, segundo os moradores, não houve falta de energia elétrica nos prédios do residencial.
Outro morador, José Maria da Silva Lucas, relatou que precisou interromper um serviço que realizava em casa quando o abastecimento foi cortado. Ele também afirmou que a falta de água deixou os moradores sem condições adequadas para utilizar os banheiros e preparar refeições.

“Não tem água para tomar banho, para beber, para fazer comida. Vou ter que comprar uma marmita se não quiser ficar com fome, porque não tem água para nada”, afirmou.
O morador também chamou atenção para a estrutura do residencial. Segundo ele, os blocos não contam com um sistema de reserva de água suficiente para situações como essa. Dessa forma, quando o abastecimento externo é interrompido, os apartamentos ficam imediatamente sem água.
A situação também afeta famílias com crianças e idosos. Moradores relatam que o calor intenso registrado em Rondonópolis agrava ainda mais as dificuldades enfrentadas no residencial, que reúne centenas de famílias.
Os moradores fazem um apelo para que o problema seja solucionado com urgência e o abastecimento seja restabelecido. Enquanto isso, cerca de 1.444 apartamentos, que podem abrigar uma população estimada entre 5 mil e 10 mil pessoas, seguem dependendo de alternativas improvisadas para ter acesso à água.
O Sanear informou que segue acompanhando a ocorrência e que, assim que o fornecimento de energia elétrica no poço for normalizado, o abastecimento será retomado gradativamente.


