
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (SINDIMED-MT) encaminhou um ofício à Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis, ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e ao Ministério Público de Mato Grosso cobrando providências sobre o atraso no pagamento dos médicos.
Segundo o documento, em julho deste ano havia profissionais com cerca de sete meses de pagamentos atrasados. Em agosto, duas competências teriam sido quitadas, mas o atraso ainda estaria em torno de cinco meses.
O sindicato também questiona a situação financeira da instituição. O ofício cita que, em maio de 2026, um termo de compromisso firmado entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Rondonópolis e a Santa Casa elevou o valor anual contratado de R$ 94 milhões para R$ 268 milhões, com repasses mensais anunciados de aproximadamente R$ 22,3 milhões.
Diante disso, o SINDIMED-MT deu à Santa Casa 10 dias para apresentar informações, incluindo os valores em atraso, um cronograma de pagamento, a relação dos médicos e suas formas de contratação, além dos contratos com empresas que prestam serviços médicos.
O sindicato também pediu ao CRM-MT uma fiscalização na unidade e solicitou ao Ministério Público a apuração da destinação dos recursos públicos repassados à Santa Casa.
O SINDIMED informou ainda que dará publicidade às respostas recebidas e que, caso não haja manifestação dentro do prazo, poderá adotar medidas administrativas e judiciais.
A nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Santa Casa para buscar esclarecimentos sobre a situação relatada, porém, até o fechamento desta matéria, o hospital não havia encaminhado resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.
A Prefeitura de Rondonópolis informou que não irá se pronunciar sobre o pagamento dos profissionais, uma vez que essa responsabilidade é do próprio hospital. O município afirmou ainda que os repasses previstos no termo firmado com a Santa Casa estão em dia.


