Agora MTDestaquesZaher compara trânsito de Rondonópolis a “país das maravilhas” e critica falta...
PORQUE ESCONDER?

Zaher compara trânsito de Rondonópolis a “país das maravilhas” e critica falta de transparência sobre radares

Vereador cobra dados sobre acidentes e multas dos radares, questiona custo do sistema e diz que poderá recorrer à Justiça caso requerimento seja novamente rejeitado.

FONTE
Via: Ascom
Imagem: Ibrahim Zaher Zaher compara trânsito de Rondonópolis a “país das maravilhas” e critica falta de transparência sobre radares
Ibrahim Zaher durante sessão ordinária na Câmara Municipal – Foto: Ascom

Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (16), na Câmara Municipal de Rondonópolis, o vereador Ibrahim Zaher (MDB) elevou o tom contra a rejeição do pedido de urgência de um requerimento que solicita ao Poder Executivo informações sobre o trânsito da cidade. Entre os dados cobrados estão o número de acidentes registrados após a instalação dos novos radares eletrônicos, a quantidade de multas aplicadas e o número de vítimas, inclusive fatais.

Após a votação contrária à urgência, Zaher criticou os parlamentares que votaram contra a tramitação do pedido e questionou a dificuldade, segundo ele, de o Legislativo obter informações básicas sobre o trânsito municipal. “O dia que um vereador não puder saber quantos acidentes teve na cidade, o que é que está acontecendo? Não dá para entender”, afirmou.

O vereador também questionou a ausência de informações sobre a quantidade de multas aplicadas pelos equipamentos de fiscalização eletrônica. Segundo Zaher, o requerimento não solicita, neste momento, detalhes dos contratos, mas estatísticas que permitam compreender os resultados do sistema implantado no município.

Durante o discurso, o parlamentar ainda colocou em discussão o custo da fiscalização eletrônica. Zaher afirmou que o sistema teria um custo de aproximadamente R$ 16 milhões por ano e questionou se os valores arrecadados com as multas seriam suficientes para cobrir essa despesa. A cifra foi apresentada pelo próprio vereador durante a sessão.

“Não estamos pedindo nem informação dos valores dos contratos. Não estamos questionando aqui se o contrato custa 16 milhões de reais”, declarou. Em seguida, Zaher afirmou que o valor representaria um custo anual para o contribuinte e questionou a relação entre a despesa do sistema e a arrecadação das penalidades.

Diante da rejeição da urgência, o vereador afirmou que poderá recorrer ao Poder Judiciário caso o requerimento volte à pauta e seja novamente rejeitado pelos parlamentares. “Nós vamos ter que judicializar contra o município que está negando informação que é pública, que deveria ser informada”, disse.

Ao encerrar o pronunciamento, Zaher criticou o que classificou como dificuldade de acesso às informações e comparou a situação a um conto de fadas. “A gente só pode saber aquilo que é determinado e aquilo que é passado para que a imprensa divulgue. Isso aqui, nós estamos vivendo um país das maravilhas. E nós somos a Alice aqui”, afirmou.

Conforme informações divulgadas pelo Portal AgoraMT à época em que os radares começaram a ser implantados na cidade, o sistema de fiscalização eletrônica entrou em operação em fevereiro de 2026, inicialmente em dez pontos, com ampliação gradativa após a instalação, sinalização e aferição dos equipamentos pelo Inmetro. Na ocasião, a administração municipal informou que a implantação atendia a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público e que o objetivo era reduzir acidentes e preservar vidas.

Relacionadas

Siga-nos

Mais Lidas