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EM PONTES E LACERDA

Padrasto é preso suspeito de agredir enteado de 4 anos; criança tinha hematomas pelo corpo

Criança também apresentava queimadura na boca; suspeito admitiu ter dado tapas no menino e teve prisão preventiva solicitada pela Polícia Civil

Fonte: PJC-MT
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Foto: PJC-MT

Um homem de 30 anos foi preso em flagrante, nesta quinta-feira (29), suspeito de agredir o enteado, de 4 anos, em Pontes e Lacerda-MT. A criança apresentava hematomas em diversas partes do corpo, além de uma queimadura na boca. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a mãe do menino procurar a delegacia. Ela relatou que, na quarta-feira (28), o filho ficou em casa na companhia do padrasto, enquanto ela trabalhava.

Ao retornar para casa no horário do almoço, a mulher percebeu que a criança estava com uma queimadura na boca. Na ocasião, o homem teria alegado que o menino havia tomado chá quente enquanto ele tomava banho.

Na manhã seguinte, durante o banho do filho, a mãe percebeu hematomas nas nádegas, no rosto e na orelha da criança. Ao ser questionado, o menino contou que havia sido agredido pelo padrasto.

Diante das informações, policiais civis foram até a residência e localizaram o suspeito. Questionado, ele admitiu ter dado tapas na criança e alegou que o menino seria “arteiro”.

O homem foi levado à Delegacia de Pontes e Lacerda e autuado em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar contra criança, conforme o Código Penal e a Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022).

Histórico de violência

Durante as diligências, os policiais também identificaram um registro anterior de violência doméstica envolvendo o suspeito. O caso ocorreu em 2024, em Mato Grosso do Sul, por descumprimento de medida protetiva de urgência em favor de uma ex-companheira.

Diante da gravidade dos fatos e do risco de novas agressões, a autoridade policial solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Também foram requeridas medidas protetivas de urgência para resguardar a integridade física e psicológica da criança.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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