Se tem uma coisa que a Fórmula 1 ensina, é que uma corrida nunca se resume à bandeirada. Às vezes, a história está na briga pela vitória. Em outras, aparece nos bastidores, nas arquibancadas ou até na maneira como um carro reage a um circuito. E, no Entre Curvas, é justamente por esses caminhos que gosto de acompanhar a categoria.

Depois de um fim de semana movimentado em Austin, a F1 desembarca na Cidade do México com ingredientes para mais um capítulo daqueles em que vale olhar além do cronômetro. Kimi Antonelli está perto de um feito histórico, Sergio Pérez tem motivos de sobra para comemorar diante de sua torcida, e a disputa entre Red Bull e McLaren promete esquentar. Tudo isso em uma pista que coloca pilotos e engenheiros diante de um desafio bastante particular.
Antonelli tem a taça no horizonte
Kimi Antonelli deixou Austin com uma vitória importante e a possibilidade de transformar o GP do México no fim de semana mais marcante de sua carreira. O título mundial está ao alcance, e o italiano pode se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1.
A conquista, porém, não veio na primeira oportunidade. Lewis Hamilton terminou em quarto, enquanto George Russell cruzou a linha de chegada em oitavo. Os resultados mantiveram a disputa aberta por mais uma etapa e adiaram a festa de Antonelli.
Agora, as contas são mais favoráveis ao piloto da Mercedes: um resultado entre os nove primeiros garante o campeonato. Mesmo fora dessa faixa, ele poderá confirmar o título se Russell e Hamilton não vencerem. Se Hamilton triunfar, o décimo lugar ainda basta; já uma vitória de Russell, nesse cenário, impediria a comemoração antecipada.
Ou seja, Antonelli não precisa necessariamente vencer no México. Precisa administrar a vantagem e evitar que a ansiedade faça mais curvas do que o necessário. Em uma categoria na qual décimos de segundo podem mudar uma corrida, controlar a pressão também faz parte da pilotagem.


