No dia em que se completam 138 anos da assinatura da Lei Áurea, o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Santos Rodrigues, afirmou que o 13 de maio deve ser encarado como um momento de reflexão sobre os desafios históricos enfrentados pela população negra no Brasil.

Em texto divulgado nesta terça-feira, ele destacou que o movimento negro passou a questionar a ideia de que a abolição da escravidão representou liberdade plena para os negros, reforçando que houve resistência histórica da população negra por meio de revoltas, quilombos e manifestações culturais.
João Jorge também afirmou que desigualdades sociais ainda afetam a população negra, principalmente no acesso à educação, moradia, transporte e mercado de trabalho. Segundo ele, políticas de ação afirmativa são fundamentais para reduzir desigualdades históricas e ampliar oportunidades.
O presidente da Fundação Palmares ainda relacionou a inclusão social ao combate à violência e à exclusão nas periferias urbanas, defendendo investimentos em educação pública e geração de empregos como forma de fortalecer a democracia brasileira.


