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PREFEITURA ALEGA TER PAGO

Trabalhadores terceirizados da educação fazem greve e cobram salários atrasados em Rondonópolis

Funcionários relatam atrasos recorrentes nos pagamentos e afirmam enfrentar dificuldades para manter despesas básicas; protesto ocorreu em frente à Secretaria Municipal de Educação

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Imagem: KAD Trabalhadores terceirizados da educação fazem greve e cobram salários atrasados em Rondonópolis
Funcionários terceirizados entram em greve por salários atrasados em Rondonópolis – Foto: Ana Clara Costa/TV Cidade/AGORAMT

Funcionários terceirizados responsáveis pelo transporte escolar e serviços ligados à educação municipal realizaram uma greve na manhã desta terça-feira (12), em frente à Secretaria Municipal de Educação de Rondonópolis (MT), cobrando o pagamento de salários atrasados. Segundo os trabalhadores, alguns profissionais estão há cerca de quatro meses sem receber.

Os manifestantes são funcionários das empresas terceirizadas Conceito, responsável pelos serviços de cozinha, merenda e limpeza das escolas, e Athos Assessoria e Serviços, responsável pelas linhas do transporte escolar e pela frota de veículos da Secretaria Municipal de Educação. De acordo com os trabalhadores, os atrasos salariais têm sido frequentes e, mesmo quando os pagamentos são realizados, os valores costumam cair fora do prazo previsto.

Imagem: MARIA ABADIA Trabalhadores terceirizados da educação fazem greve e cobram salários atrasados em Rondonópolis
Maria Abadia, funcionária da empresa Conceito – Foto: Ana Clara Costa/TV Cidade/AGORAMT

“Todo mês é isso. Todo mês a gente tem que ficar se humilhando para o salário cair na conta”, desabafou a funcionária Maria Abadia Barbosa de Souza, que atua como auxiliar de cozinha e anteriormente trabalhava como auxiliar de serviços gerais pela empresa Conceito.

Além dos funcionários da Athos, trabalhadores ligados à empresa Conceito, responsável pela limpeza urbana, merenda escolar e limpeza das escolas, também participaram do protesto. Apesar de não terem aderido oficialmente à greve, algumas funcionárias afirmaram que decidiram parar por conta própria devido à falta de pagamento.

Segundo Maria Abadia, a situação financeira das famílias está cada vez mais difícil por causa dos juros acumulados em contas atrasadas.

“No mês passado eu paguei R$ 120 só de juros das minhas contas. O gás acabou, tem gente aqui devendo aluguel e quase sendo despejada. Nós somos mães de família e precisamos de uma solução”, afirmou.

Motoristas do transporte escolar também relataram dificuldades enfrentadas com os atrasos. A motorista Marlene Regina Gonçalves contou que o Dia das Mães foi cheio de preocupação e falta de dinheiro.

Imagem: MARLENE REGINA 1 Trabalhadores terceirizados da educação fazem greve e cobram salários atrasados em Rondonópolis
Marlene Regina, funcionária da empresa Athos Assessoria – Foto: Ana Clara Costa/TV Cidade/AGORAMT

“Foi apertado, sem dinheiro, porque a gente não recebeu. Tudo vai acumulando juros. A gente trabalha com estrada ruim, sem monitor nos ônibus, acorda cedo e mesmo assim não temos apoio”, declarou.

Marlene ainda afirmou que os pais dos alunos e as escolas foram avisados antecipadamente sobre a paralisação desta terça-feira.

“Ninguém deixou criança esperando no frio. Nós avisamos os pais e os diretores que hoje não teria transporte”, explicou.

Os trabalhadores cobram uma solução urgente para os atrasos salariais e afirmam que a situação tem se repetido há meses.

A equipe do Portal AgoraMT entrou em contato com a Prefeitura de Rondonópolis sobre a paralisação e recebeu a seguinte nota da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SEMECEL):

“A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SEMECEL) informa que a Prefeitura de Rondonópolis está rigorosamente em dia com todos os pagamentos devidos às empresas contratadas para a prestação de serviços terceirizados no âmbito da Pasta.

Diante da regularidade dos repasses por parte do Município, a Pasta adverte que o eventual atraso no pagamento dos salários aos trabalhadores, em desacordo com o prazo previsto no art. 459, § 1º, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), será objeto de imediata instauração de processo administrativo sancionador pelo fiscal do contrato, com aplicação, em desfavor da contratada, das penalidades previstas na Lei nº 14.133/2021.

A SEMECEL reforça seu compromisso com a regularidade dos serviços prestados à rede municipal de ensino e com a proteção dos direitos dos trabalhadores envolvidos na execução dos contratos administrativos.”

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