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Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

Exame precoce e estilo de vida saudável protegem o coração

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Imagem: fastfood Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista
Crianças tem alto consumo de fast-food – Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

Neste sábado (8), Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e de hábitos saudáveis para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

O cardiologista Renato Jorge Alves, vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), recomenda que a dosagem do colesterol seja feita ainda na infância. Segundo ele, a avaliação pode ser realizada a partir dos 10 anos, junto a exames como o de glicose.

Além da alimentação equilibrada e da prática de atividades físicas, o acompanhamento médico é fundamental quando os níveis de colesterol estão elevados. O especialista também alerta para os riscos de interromper medicamentos prescritos, como as estatinas, sem orientação profissional.

Alimentação e atividade física

A chamada dieta carnívora, baseada exclusivamente em alimentos de origem animal, não é recomendada para quem busca controlar o colesterol. O consumo excessivo de carne vermelha e de alimentos ricos em gordura saturada pode elevar o LDL, conhecido como colesterol ruim.

Para reduzir os níveis de colesterol, a orientação é evitar também gorduras trans, presentes principalmente em alimentos ultraprocessados, e manter uma rotina de exercícios. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de atividade física por semana.

Segundo Alves, mudanças na alimentação podem reduzir o colesterol em cerca de 5% a 10%, já que aproximadamente 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

Sono adequado e controle do estresse também fazem parte da prevenção, pois alterações nesses fatores podem contribuir para problemas metabólicos e cardiovasculares.

Medicamentos e casos genéticos

Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, o tratamento pode incluir medicamentos, principalmente as estatinas. Em casos de colesterol elevado por fatores genéticos, o acompanhamento e o tratamento precoce são ainda mais importantes.

A hipercolesterolemia familiar pode provocar níveis muito altos de colesterol desde a infância e aumentar o risco de problemas cardiovasculares precoces.

O cardiologista também chama atenção para a circulação de informações falsas nas redes sociais sobre colesterol e medicamentos. Segundo ele, estudos realizados ao longo de décadas demonstram benefícios das estatinas na redução do risco de infarto, AVC e mortes por doenças cardiovasculares.

Principais fatores de risco

Colesterol elevado, hipertensão, diabetes e tabagismo estão entre os principais fatores associados ao infarto e ao acidente vascular cerebral (AVC). A obesidade também ganhou relevância entre os fatores de risco por estar relacionada a alterações metabólicas e processos inflamatórios.

Por isso, o acompanhamento médico, a alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios e o controle dos demais fatores de risco são considerados medidas importantes para a prevenção das doenças cardiovasculares.

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