
Desde 2013, estudantes brasileiros dos ensinos médio e fundamental dos anos finais não conseguem atingir a meta de desenvolvimento estabelecida pelo governo federal a cada ano. O resultado, referente às escolas públicas e privadas do país, foi divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação.
Nas duas etapas escolares, o melhor desempenho obtido, conforme o objetivo, foi em 2013. No caso do ensino médio, a meta foi 3,9, e os alunos atingiram, em média, 3,7.
Nos anos finais, os resultados mais próximos foram em 2013 e 2025, ambos com uma diferença de 0,2 pontos do objetivo, com 4,2 e 5,3, respectivamente.
📌O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é o principal indicador da qualidade do ensino público e privado no Brasil, que tem o objetivo de monitorar o desempenho das escolas e traçar metas da qualidade educacional.
Em contrapartida, os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ficaram abaixo da meta estabelecida apenas em 2021, quando o governo fixou o índice em 6, mas a média permaneceu em 5,8.
Apesar dos resultados, em 2025, todas as etapas da educação básica cresceram. O ensino fundamental brasileiro passou de 6 para 6,3 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,3 para 4,5.
Resultado por estado
Os estados de Roraima (4,4) e Bahia (4,5) tiveram os piores resultados no ano passado em relação ao desempenho dos alunos dos anos finais do ensino fundamental. Os dois fazem parte do grupo de 17 unidades da Federação que ficaram abaixo da média nacional (5,3).
Em relação ao ensino médio, 15 estados ficaram abaixo da média do Brasil (4,5). Desses, Roraima (3,8), Amazonas (3,8) e Maranhão (3,9) tiveram o pior desempenho.
Os anos iniciais foram a etapa com menor índice de estados abaixo da média nacional (6,3), totalizando 14 unidades da Federação. Entre elas, Amapá (5,5) e Pará (5,6).
Segundo o Ministério da Educação, o Ideb 2025 avaliou 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas, além de 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.


