
O transtorno dos moradores do Residencial Celina Bezerra, em Rondonópolis-MT, continua. Depois de mais de 24 horas sem abastecimento, famílias seguem enfrentando dificuldades para realizar tarefas básicas, como tomar banho, preparar alimentos e até levar crianças para a escola.
A equipe do AGORA MT esteve no residencial na noite desta quinta-feira (24) para acompanhar de perto a situação e ouviu moradores que continuam revoltados com a falta de água e, principalmente, com a ausência de uma solução definitiva para o problema.
O Sanear (Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis) enviou caminhões-pipa com água potável para o local, em uma tentativa de amenizar os transtornos enfrentados pelas famílias. A medida, porém, está longe de resolver o problema. Os caminhões representam um atendimento emergencial, enquanto os moradores continuam esperando que a água volte efetivamente às torneiras dos apartamentos.
O problema começou na tarde de quarta-feira (23), quando o abastecimento foi interrompido por volta das 15h. Na primeira reportagem do AGORA MT, moradores já relatavam que estavam recorrendo a alternativas improvisadas para conseguir água. A situação se prolongou durante a noite e avançou para esta quinta-feira.
Marta dos Anjos, moradora do residencial, afirmou que as famílias não foram avisadas previamente sobre a interrupção do abastecimento e criticou a demora para solucionar o problema.
“Ontem, três horas da tarde, eu acho que o mínimo era avisar: vai faltar água. Nós não tivemos nem aviso prévio. Acabou e acabou. Três horas da tarde já não tinha mais água. Gente, não tem uma gota d’água mais para o povo. Nem para tomar banho”, disse a moradora.
Segundo Marta, a falta de água já interfere diretamente na rotina das famílias.
“Como não tem água, nós não fizemos almoço, não fizemos janta. As crianças não foram para a aula, porque não tinha água para tomar banho. As pessoas chegam cansadas do serviço e não têm água para tomar banho. É revoltante”, afirmou Marta.

Segundo a moradora, a previsão era de que o abastecimento fosse normalizado às 15h desta quinta-feira (24). Porém, seis horas depois, às 21h, quando a equipe do AGORA MT esteve no residencial, os moradores continuavam sem água nas torneiras.
Caminhões ajudam, mas não resolvem
Com a situação prolongada, o envio de caminhões-pipa pelo Sanear serve como uma medida emergencial para garantir que os moradores tenham ao menos acesso a água potável. O problema é que a população de um residencial com 1.444 apartamentos não pode depender indefinidamente de caminhões para ter acesso a um serviço básico.
A própria dinâmica observada no local mostra o tamanho do transtorno: moradores precisam buscar a água disponibilizada e transportar baldes para dentro dos apartamentos, enquanto aguardam o retorno do abastecimento regular.

Na reportagem anterior, moradores já haviam recorrido à ajuda de um sitiante da região, que transportou água em uma carretinha para atender as famílias.
Enquanto as previsões se acumulam, quem está no residencial continua esperando pelo básico: abrir a torneira e ter água.
Os moradores agora aguardam que o problema seja efetivamente solucionado e que o abastecimento regular seja restabelecido, sem a necessidade de depender de caminhões-pipa ou da ajuda de terceiros para conseguir água.
O AGORA MT segue acompanhando o caso e aguarda informações do Sanear sobre a previsão concreta para a normalização do abastecimento.

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