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25 MORTES REGISTRADAS EM 2026

Desinformação faz com que só 5% das crianças sejam protegidas da covid

Doença fez 15 vítimas com até 2 anos em 2026

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Imagem: Crianca sendo vacinada Desinformação faz com que só 5% das crianças sejam protegidas da covid
Criança sendo vacinada – Foto: Ricardo Botelho/MS

A covid-19 provocou mais de 1,1 mil internações por quadros respiratórios graves e 25 mortes de crianças e adolescentes no Brasil em 2026. Apesar disso, apenas 5% das crianças pequenas receberam as três doses da vacina contra a doença, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Entre as vítimas, 15 tinham menos de dois anos.

O diretor do PNI, Eder Gatti, atribui a baixa cobertura vacinal à desinformação e aos discursos contrários aos imunizantes, inclusive durante a pandemia. Segundo ele, o país tem estoque de vacinas e contratos para garantir o abastecimento. O desafio, agora, é ampliar a adesão das famílias à vacinação infantil.

Desde 2024, a vacina contra a covid-19 faz parte do calendário básico infantil, com doses recomendadas aos 6, 7 e 9 meses de idade. A imunização é considerada importante para reduzir o risco de complicações e mortes pela doença.

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), com dados de 24 cidades brasileiras, apontou que a vacina reduziu em 97% os casos graves de covid-19 em crianças. Além disso, a infecção pode provocar a Síndrome Inflamatória Multissistêmica, uma complicação grave que afeta diferentes órgãos. Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 2.115 casos dessa síndrome em crianças e adolescentes, com 142 mortes.

Segurança das vacinas

Gatti afirma que os imunizantes passaram por testes de segurança e eficácia e continuam sendo monitorados pelo sistema de saúde. Entre mais de 6 milhões de doses aplicadas em crianças durante a pandemia, não houve registro de óbitos associados à vacinação. Das reações notificadas, 92% foram leves e esperadas, como febre e dor no local da aplicação.

Levantamento do IBGE realizado em 2023 também apontou dificuldades para ampliar a vacinação. Entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que não receberam o imunizante, responsáveis citaram medo de reações ou da injeção, a percepção de que a vacina não era necessária e a falta de confiança.

Apesar dos desafios relacionados à covid-19, o PNI registra avanços na cobertura de outras vacinas infantis. O programa também ampliou estratégias de imunização contra doenças como dengue e vírus sincicial respiratório, responsável por casos de bronquiolite em bebês.

Para o diretor do programa, aumentar a vacinação é fundamental para evitar mortes, reduzir internações e diminuir a pressão sobre o sistema público de saúde.

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