Agora MTEconomiaPF indicia Vorcaro, ex-presidente do BRB e outros 13 por fraudes do...
ESCÂNDALO FINANCEIRO

PF indicia Vorcaro, ex-presidente do BRB e outros 13 por fraudes do Banco Master

Investigados vão responder por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro em inquérito sobre a injeção de R$ 17 bi do BRB no Master

Fonte: R7
VIA
Imagem: ENQUADRAMENTO SITE 5 2 PF indicia Vorcaro, ex-presidente do BRB e outros 13 por fraudes do Banco Master
PF afirmou ao STF que situação de Vorcaro afetava rotina da corporação – Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP/CP

A Polícia Federal formalizou no STF (Supremo Tribunal Federal) o indiciamento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, e do ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa, além de outros 13 investigados, no inquérito que apura as irregularidades na venda de R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito do Master para o BRB.

Do total de R$ 17,5 bilhões em ativos cedidos ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025, a Polícia Federal identificou que pelo menos R$ 12,2 bilhões correspondiam a operações sem a devida comprovação de existência.

Daniel Vorcaro e os demais indiciados devem responder pelos crimes de gestão fraudulenta, indução de investidores a erro, fraude à fiscalização bancária, integração em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As pessoas indiciadas pela PF são:

  • Daniel Bueno Vorcaro: gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização/contabilidade, organização criminosa com função de comando e lavagem de dinheiro.
  • Paulo Henrique Costa: gestão fraudulenta e organização criminosa.
  • Augusto Ferreira Lima: gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Angelo Antônio Ribeiro da Silva: gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Luiz Antonio Bull: gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Alberto Félix de Oliveira Neto: gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Allan da Silva Machado: gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Henrique Souza e Silva Peretto: gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia: participação em gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Daniel Lopes Monteiro: participação em gestão fraudulenta, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Dario Oswaldo Garcia Junior: gestão fraudulenta e organização criminosa.
  • Luana de Andrade Ribeiro: gestão fraudulenta.
  • Cristiane Maria Lima Bukowitz: gestão fraudulenta.
  • Diogo Ilário de Araújo Oliveira: gestão fraudulenta.
  • José Maria Correa Dias Junior: gestão fraudulenta.
  • No documento, a polícia diz que, com o objetivo de contornar restrições de liquidez e exigências do CMN (Conselho Monetário Nacional), a gestão do Banco Master utilizou planilhas eletrônicas para simular a existência de créditos consignados.

    Segundo a PF, foram registradas em sistemas internos carteiras de empréstimos sem respaldo em operações reais. Com base nesses dados, o banco emitia CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) sem a documentação comprobatória correspondente.

  • Assim, tais títulos eram registrados na Bolsa de Valores e repassados ao BRB, resultando na transferência de recursos financeiros para a instituição privada.

A apuração apontou que a cúpula do BRB descumpriu normas internas e diretrizes de controle ao adquirir os referidos ativos. O banco público realizou as aquisições sem promover a auditoria e a checagem da existência física dos devedores ou dos contratos, segundo a PF.

Relacionadas

Siga-nos

Mais Lidas