O presidente da Câmara de Representantes, John Boehner, caminha no Capitólio, em Washington durante debate sobre o financiamento para a ação militar dos EUA na Líbia, nesta sexta (24) (Foto: J. Scott Applewhite/AP)

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta sexta-feira (24) uma medida que eliminaria a maioria dos fundos para as operações militares comandadas pela Otan na Líbia, incluindo os ataques com aviões não tripulados. A decisão é considerada uma vitória do governo de Barack Obama.

Com 180 votos a favor e 238 contra, os legisladores rejeitaram uma resolução que proibia o uso de fundos, dentro do ano fiscal em curso, para continuar as ações militares dos EUA na Líbia, salvo para operações de apoio à Otan, como tarefas de abastecimento, vigilância aérea e reconhecimento, planejamento e resgate.

Derrota, depois, vitória
A Casa Branca havia mais cedo se declarado “decepcionada” pela negativa da Câmara de Representantes a uma resolução que autorizava a participação militar dos Estados Unidos na Líbia.

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“Estamos decepcionados com esta votação, creio que não é o momento de enviar uma mensagem tão confusa”, indicou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney a bordo do avião presidencial Air Force One.

A Câmara de Representantes rejeitou no início da tarde desta sexta, em uma medida considerada simbólica e crítica ao presidente Barack Obama, uma resolução que autorizava uma limitada ação militar comandada pelos EUA na Líbia pelo período de um ano.

Em março deste ano, Obama aproveitou a visita ao Brasil para fazer uma coletiva de imprensa em que anunciou os planos para a ação.

Os representantes rejeitaram a medida por 295 contra 123, para em seguida decidir sobre a resolução que visava a reduzir o papel dos Estados Unidos nas operações dirigidas pela Otan na Líbia.

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