Foto: Varrlei Cordova / AGORA MT

A Audiência realizada na noite desta segunda feira (26/09) com a cúpula da Segurança Pública do Estado de Mato Grosso em Rondonópolis, não surtiu o efeito aguardado pela sociedade local.

O secretário Diógenes Curado, não apresentou nenhuma proposta com resultado imediato; apenas a médio e longo prazos. Segundo Curado, cerca de 370 novos policiais, entre civis e militares devem reforçar a segurança na cidade, mas a chegada dos servidores deve acontecer apenas no final do ano. Mais 10 delegados também devem engrossar as fileiras no combate à criminalidade e violência na cidade e novos concursos públicos devem ser abertos até 2014.

 

Ainda de acordo com o secretário, deve ser implantado o Centro de Comando e Controle em todos os pólos do Estado de Mato Grosso, inclusive em Rondonópolis. Seguindo o projeto inicial, o local deve funcionar como Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOSP), integrando Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A proposta não é nova, já se trata de promessa antiga para a cidade.

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A longo prazo também deve ser implantado em Rondonópolis,o plano de prevenção de combate a roubos contra agências bancárias, que deve ser gerenciado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI). O Gabinete inclusive vai poder contar com uma verba de 31 milhões de Reais junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para a aquisição de novas câmeras de vídeo monitoramento. Deve ser ressaltado que as 26 câmeras instaladas há dois anos na cidade não apresentaram até então nenhum resultado prático; falta inclusive e, sobretudo material humano para operar as centrais.

Questionado sobre as péssimas condições e escassez de viaturas da PM para atender a demanda em Rondonópolis; quando o contrato de locação previa a substituição imediata do veículo danificado e isso não vem ocorrendo, o secretário disse que tal contrato foi extinto e que já está previsto o envio de novos veículos, mais potentes e com melhores condições de atuação e inclusive de condução dos suspeitos até as delegacias. Devem chegar, em prazo não revelado, veículos Pálio Weekend 1.6 em substituição aos veículos motor 1.000 que não correspondem às expectativas e não suprem a necessidade de atuação das polícias.

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Devemos relembrar que a proposta do atual governo era a de implantar o Programa de Aceleração da Segurança (PAS), seguindo o modelo do (PAC), dada a ciência de que tinha naquela época da situação caótica que o setor já atravessa. Desta forma não há como não destacar a incoerência em se falar de médio e longo prazos nas medidas a serem adotadas. Como ‘acelerar’ em longo prazo uma situação que exige medidas enérgicas, imediatas ou emergenciais. Enquanto isso a criminalidade não respeita, nem estipula prazos para agir, ou será que há um consenso entre poder público e marginalidade nas ações?

Por fim, mesmo depois de relatos feitos na tribuna livre, por vereadores, vítimas da violência e cidadãos comuns, o secretário disse que os índices de violência em Rondonópolis caíram. O secretário só esqueceu de dizer que o balanço apresentado se refere até o mês de julho deste ano; porque nos dois últimos meses, agosto e setembro, a criminalidade imperou na cidade. Houve semana que, em menos de 24 horas foram registrados três assassinatos, isso sem falar nas tentativas de homicídio, latrocínios e inúmeros casos de crimes contra o patrimônio.

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