A Justiça de Mato Grosso absolveu nesta terça-feira (25) quatro pessoas acusadas de envolvimento no episódio que ficou conhecido nacionalmente na década de 90 como a Chacina de Matupá. O crime terminou com três ladrões queimados vivos em praça pública em 1990 na cidade de Matupá, a 696 quilômetros de Cuiabá.

Após 16h de julgamento, o Tribunal do Júri considerou que faltaram provas para condenar os acusados. Este foi o quarto julgamento dos envolvidos no caso. Dos 17 réus julgados pela justiça, apenas três foram condenados.

Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-MT), ainda não há data para o julgamento dos policiais militares envolvidos no crime. Segundo a promotoria, eles são os principais responsáveis pelas mortes. Segundo os promotores do caso, eles teriam liberado os suspeitos para serem agredidos por moradores. A previsão é que o caso seja julgado só em 2012. Um outro homem, que teve o processo desmembrado, também deverá ir a júri.

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Os réus julgados nesta madrugada de terça-feira foram acusados de participar da ação que culminou na morte de três suspeitos de roubar uma residência. Os bandidos teriam invadido uma residência e mantido duas mulheres reféns por mais de 15h. Após o crime, eles se entregaram à polícia e foram capturados por populares. Em seguida, os suspeitos foram levados até a praça pública da cidade de Matupá, espancados por populares e queimados vivos.

Após o depoimento dos quatro réus que se declararam inocentes, a promotora Daniele Crema da Rocha chegou a pedir a absolvição de dois suspeitos por falta de provas e a condenação dos outros dois por entender que eles colaboraram para a morte das vítimas. No entanto, o Júri decidiu absolver todos os réus. A promotora assinalou que vai recorrer da decisão.

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