Foto ilustrativa

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atende por dia uma média de 20 acidentes veiculares em Rondonópolis, sendo que o número de ocorrências pode aumentar significativa no início do mês. Contudo para algumas vítimas o processo de recuperação permanece meses e até anos.

Geralmente as vítimas de acidente são encaminhadas para o Hospital Regional Irmã Elsa Giovanella (São Camilo), que é referência para traumatologia e procedimentos ortopédicos para 19 cidades da região, e atende mensalmente mais de 700 pacientes vítimas de acidentes veiculares, sendo a maioria motociclistas.

A primeira etapa dos tratamentos dura de cinco a oito dias de internação, nos casos menos complexos. Em casos mais graves em que o paciente depende de cirurgias e aplicação de pinos o processo pode demorar meses, para depois ser liberado para o acompanhamento com fisioterapeuta.

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Cerca de 40% dos pacientes do Centro de Reabilitação Nilmo Júnior são vítimas de acidente e assim como no Hospital Regional a maioria é motociclista, nesta fase a quase todos permanecem afastados das atividades que desempenhava usualmente.

Priscila Araújo, fisioterapeuta do Nilmo Junior, explica que após todos os procedimentos cirúrgicos as vítimas de acidente ficam no mínimo cinco meses em fisioterapia. A maioria dos pacientes tem fraturas no joelho, quadril, tornozelo, coluna e cabeça. Em casos de amputações o tratamento demora mais de ano, sem levar em consideração o tenho de internação e cirurgias.

Em novembro de 2010, Gerson Alves de Souza e o filho entraram na estatística de acidentados. O motoqueiro foi atropelado por uma pick-up, o acidente resultou na amputação da perna direita. “Não tive tempo de ver nada, foi muito rápido. Dois dias depois o médico disse que precisaria amputar minha perna para eu permanecer vivo”.

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Gerson afirma é muito cruel ser vítima de acidente, pois é difícil o processo de readaptação e sabe que algumas atividades não poderá fazê-las novamente, como por exemplo, pedalar, dançar e jogar bola.

“Infelizmente é comum ouvir as pessoas falarem em consciência e responsabilidade no trânsito, mas na realidade todos estão tão cheiro de segurança e razão que em segundos acabam com a vida das pessoas. No acidente meu filho teve a perna fraturada e não poderá realizar o sonho de seguir carreira militar. Às vezes sinto muita revolta e penso em fazer algum tipo de besteira”, desabafou Gerson que teme pela falta de respeito no trânsito.

O autor do acidente até o momento não prestou nenhum tipo de assistência e neste período o Gerson está impossibilitado de trabalhar e não conseguiu se aposentar.

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Em 2011 morreram em Rondonópolis 105 pessoas, vítima de acidentes no trânsito.

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