O médico veterinário Érico Gundim de Morais na abertura do evento. Foto Ronaldo Teixeira

A Organização Não Governamental (ONG) Cantinho de Proteção Animal promoveu na manhã desta segunda-feira (19/03) um debate sobre a realidade do problema de Leishmaniose no município. O evento ocorreu na Câmara Municipal e contou com a presença do professor Doutor André Fonseca, de Campo Grande – MS.

O convidado afirmou que o objetivo é esclarecer sobre as formas errôneas que a doença tem sido abordada, como por exemplo, a prática da eutanásia de cães como forma de contenção da doença, quando qualquer mamífero pode desenvolver a doença. Outro ponto questionado é o teste sorológico para confirmar se a Leishmaniose é visceral ou tegumentar, que indica apenas se o animal é portador ou ano da infecção e não o tipo de Leishmaniose.

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De acordo com André, o ideal seria combater o mosquito que é o vetor da doença e não sacrificar os cães. “Não tem sentido matar os animais, quando o mosquito que é responsável por difundir a doença, assim como ocorre no combate a dengue”.

O médico veterinário Érico Gundim de Morais, que é parceiro no evento, disse que os casos de Leishmaniose têm aumentado significativamente no município e que o debate irá esclarecer quais as formas de combater a doença.

Mirna de Castro Mendonça, presidente da ONG, disse que está contente com o resultado do debate que teve com finalidade principal esclarece o que é mito e o que verdade, além de fomentar as discussões para então buscar alternativas de conter a Leishmaniose. O próximo passo do projeto é realizar palestras nas escolas e nos bairros para conscientizar a população. A ONG conta com apoio de voluntários para desenvolver o projeto junto a comunidade.

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De acordo com a representante do Cantinho de Proteção animal cerca de três mil animais foram sacrificados em 2011, desse total aproximadamente 500 foram confirmados estar com Leishmaniose. Este ano é sacrificado entre 60 e 80 animais.

O evento contou também com a participação da advogada e ativista Vivi Vieri, de Jales – SP, que nos mostrou um pouco da evolução e combate da doença na sua cidade. E da doutora Vanessa Siano, médica infecto pediatra da Santa Casa de Rondonópolis, que tratou dos casos de Leishmaniose em pessoas.

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