Na Nigéria (África), pelo menos 1,5 mil crianças contaminadas por chumbo estão sem tratamento médico, depois de deflagrado um escândalo no país. A organização não governamental (ONG) Médicos sem Fronteiras informou que, sem o tratamento médico, as crianças poderão sofrer lesões cerebrais graves e até mesmo morrer. De acordo com os médicos, é impossível que as crianças fiquem vivas, se continuarem morando em casas contaminadas.

A contaminação por chumbo se concentra na aldeia de Bajega, no estado de Zamfara. No local, há extração ilegal de ouro em minas artesanais. Ao levarem para casa o metal bruto, os pais acabam transportando também elevados níveis de chumbo. O material costuma ser deixado em cima das esteiras, nas quais dormem as famílias.

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Estudos mostram que 4 mil crianças foram expostas ao chumbo. Desse total, 2,5 mil deveriam ser submetidas a tratamento. O chefe da missão da ONG Médico sem Fronteiras na Nigéria, Ivan Gayton, disse estar preocupado com a situação das crianças.

No país, a exploração mineira ilegal de ouro é mais lucrativa do que a agricultura para as comunidades mais pobres. Em janeiro do ano passado, um relatório da Médicos sem Fronteiras concluiu que algumas aldeias já descontaminadas revelavam, novamente, vestígios de chumbo e mercúrio porque os moradores retomaram a exploração das minas sem precauções.

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