Um número menor de animais deve nascer em Mato Grosso para o abastecimento do mercado devido à redução do pasto. O fator de queda foi levantado pela morte súbita das pastagens, que afetou uma área de 2,23 milhões de hectares somente em 2011.

Com a redução do número para o pastoreio, o número de nascimento de bezerros para o ano seguinte sofre influência, além de influir também na manutenção de peso dos animais, segundo esclareceu ao Olhar Direto o superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidonio.

O advento assusta os produtores, mas não deve ser encarado como um fator que diminua a liderança do estado no número do rebanho. Graças às tecnologias e técnicas já amplamente debatidas, como confinamento, o estado não deve perder posição na lista de criadores.

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Até mesmo porque, segundo o superintende do Imea, todos os outros estados sofreram com um ou outro problema que afetou diretamente na produção. “Não vamos ter problemas com relação a perder posição no país, estamos bem acima em números e os outros estados também tiveram problemas”, ressaltou.

O Estudo do Imea revelou que no ano passado os pecuaristas de Mato Grosso sofreram um prejuízo total de R$ 3 bilhões devido às mortes de pastagens, devido ao período de seca e ataques de pragas, como a cigarrinha e a lagarta.

Para a recuperação dessas terras perdidas o replantamento é apontado em tese, como a melhor saída, mas traz ao produtor o questionamento sobre a perda da rentabilidade econômica, além de afetar o planejamento de compra de animais.

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Com a menor oferta de bezerros para substituição, a saída agora é investir ainda mais nas técnicas alternativas como a de confinamento, que proporcionam uma maior produtividade em um menor território, ponto esse que o estado inclusive tem se destacado.

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