A Aprosoja iniciou, ontem, a participação na 15ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas (IOPD – sigla em inglês), que está ocorrendo em Londres, na Inglaterra. Representando o Brasil, o presidente da associação, Carlos Fávaro, apresentou, em palestra, um panorama geral da produção, consumo e exportação de óleo, farelo e soja em grão do país.

O encontro reúne os principais países produtores e exportadores de oleaginosas, tais como Estados Unidos, Argentina, União Europeia, Brasil, China e Índia. O objetivo é debater oportunidades em comum entre os produtores, tais como, desenvolvimento de novos mercados, expansão dos biocombustíveis, produção sustentável, entre outros temas importantes para o setor soja mundialmente.

Na safra 2010/11, apesar do incremento de área de 3,5% em relação a safra passada, o Brasil produziu 66,4 milhões de toneladas de soja,12% a menos do que no ano passado. Houve também redução de produtividade, de 50 sacas por hectare na safra 2010/11, o país colheu em média nesta safra 43 sacas por hectare. Um dos fatores que influenciaram nesta redução está a forte seca causada pelo fenômeno climático La Niña, que castigou severamente a produção nos estados do Sul do Brasil.

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Durante sua palestra, Carlos Fávaro mostrou que a redução da produção brasileira de soja vai frear também o processamento do grão, resultando em um declínio nas exportações de farelo e óleo de soja. Projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) indicam que este ano as exportações de óleo de soja devem ficar em torno de 1,4 milhão de toneladas, 20% menor do que no ano passado.

Por outro lado, os números do consumo interno aumentaram e as projeções da Abiove são de que 5,5 milhões de toneladas de óleo de soja sejam utilizadas tanto para o uso doméstico (alimentação) quanto para produção de biodiesel.

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BIODIESEL – A produção de biodiesel do Brasil também foi amplamente discutida no 15º IOPD, em Londres. Os dois principais biocombustíveis no país são o biodiesel e o etanol. O biodiesel pode ser produzido a partir de oleaginosas (entre elas a mamona, o algodão, o amendoim, o dendê, o girassol e a soja), além de matérias-primas alternativas (como gordura animal, óleos de frituras e gorduras residuais). Atualmente, 78% do biodiesel no país é proveniente de óleo de soja.

A adição de 5% de biodiesel ao diesel no Brasil vem incremento a produção do biocombustível no país e este já se tornou um importante mercado para os produtores de soja brasileiros.

Também integram a comitiva o vice-presidente da associação, Ricardo Tomczyk, e o diretor executivo, Marcelo Duarte Monteiro.

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