O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Barra do Bugres, ingressou com ação civil pública com pedido liminar contra o município de Nova Olímpia requerendo a suspensão dos efeitos do último concurso público realizado na cidade. A medida foi adotada após constatação de várias irregularidades ocorridas no referido certame. Além do município, também foi acionada a empresa contratada para realização do concurso, a Delatorre Assessoria Pública Ltda.

De acordo com a ação do MPE, entre as irregularidades verificadas estão a não publicação de atos do concurso no Diário Oficial do Estado, equívoco na escolha da modalidade de licitação, favorecimento de candidatos e falhas na elaboração das provas. Até o momento, 45 candidatos aprovados já foram nomeados. O grupo dos novos servidores foi citado na ação para participar do processo.

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Conforme o promotor de Justiça Rinaldo Segundo, a modalidade de licitação escolhida pelo município para a contração da empresa responsável pelo certame foi carta convite, tipo ‘menor preço global’, enquanto que o indicado deveria ser ‘melhor técnica e preço’. “O município desconsiderou a necessidade de qualificação técnica da empresa vencedora para que objeto licitado atendesse ao interesse público, atentando apenas para o critério econômico”, destacou o promotor de Justiça.

Segundo ele, o Ministério Público também colheu declarações de pessoas envolvidas, direta ou indiretamente no concurso, que indicam a ocorrência de fraudes. “As declarações obtidas foram claras, precisas e fundamentadas e não deixam dúvidas quanto a ocorrência de irregularidades no concurso público, já que alguns candidatos foram beneficiados em detrimento de outros”, afirmou o representante do MPE.

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Na ação, o MPE também destaca que o concurso apresentou problemas na elaboração das provas. Para o cargo de enfermeiro, por exemplo, das 20 questões de conhecimentos específicos, 14 foram anuladas por terem sido utilizadas em outros concursos. Tal anulação atribuiu pontuação das questões a todos os participantes. “Indubitavelmente, a anulação de 70% das questões da prova de conhecimentos específicos prejudicou a avaliação dos candidatos para o mencionado cargo”, observou.

O promotor de Justiça argumenta que a suspensão imediata dos efeitos do referido concurso e de novas nomeações é imprescindível para se evitar maiores danos aos candidatos que prestaram o concurso e ao próprio município. No julgamento final da ação, o MPE requer que a Justiça declare a nulidade do certame e de todos os atos de nomeação que sucederam a sua homologação. A ação foi proposta nesta quarta-feira (25.07).

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