O projeto Hidrogênio – Produção de Energia Elétrica a partir do Hidrogênio -, obtido através do etanol, é inédito no mundo. Desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético (Niepe), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme/MT) o projeto terá os primeiros resultados práticos publicados já em 2015.

Este ano, o projeto entra na fase 2. Instalado na comunidade Pico do Amor, Distrito do Aguaçu, a cerca de 80 quilômetros de Cuiabá, desde 2006, o projeto já teve os primeiros resultados catalogado. A equipe técnica teve um pouco de dificuldades de encontrar uma comunidade totalmente isolada para instalar a pesquisa. A primeira tentativa foi na região de Porto Espiridião, a cerca de 300 quilômetros de Cuiabá. Mas não deu certo em função da distância e de vários outros empecilhos. “Depois resolvemos procurar nas proximidades da Capital e encontramos o Pico do Amor que tem cerca de 50 moradores, todos da mesma família”.

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O potencial energético da máquina – responsável por gerar a energia limpa a partir do etanol – é de cinco quilowatts. Com a energia produzida é possível iluminar a praça e as ruas. Para a fase dois está prevista a ampliação do potencial energético desta máquina para 15 quilowatts. “Com a ampliação será possível abastecer uma fábrica de farinha e rapadura. O projeto não visa apenas a produção de energia limpa, mas a sustentabilidade de toda a comunidade”. Assim, várias ações sustentáveis foram realizadas junto a comunidade incluindo perfuração de poços artesianos, legalização dos lotes e incentivo e orientação ao desenvolvimento da agricultura orgânica.

Outro projeto acadêmico que deve ter resultados práticos em curto prazo é o de medição do potencial solar e eólico de Cuiabá. Os equipamentos serão instalados nas proximidades da comunidade Pico do Amor e, de acordo com o pesquisador, os dados e informações colhidas serão base para novos projetos. Esta é outra pesquisa que tem o apoio da Sicme.

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