O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da Promotoria de Justiça de Água Boa, ofereceu denúncia contra a dona de casa Lucilei Sousa dos Santos por homicídio qualificado, praticado contra seus dois filhos, no município de Água Boa. Na denúncia, o MP também requereu a decretação da prisão preventiva da denunciada, que está cumprindo prisão temporária na Penitenciária Feminina de Cuiabá. O crime ocorreu no dia 4 de julho deste ano e, de acordo com o MP, foi cometido por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesas das vítimas. A denúncia foi oferecida nesta quinta-feira (02).

Na denúncia, a promotora de Justiça Clarissa Cubis de Lima Canan destacou as informações contidas no inquérito policial. “Por volta das 6h, a denunciada estrangulou seus dois filhos, sendo um de cinco anos e outro de um ano, utilizando-se da força das mãos para constrição do pescoço das crianças, causando-lhes as lesões corporais que causaram suas mortes. De acordo com os laudos necroscópicos, as vítimas tiveram um processo letal dolorido e lento, passando pela resistência, inconsciência, convulsões, asfixia e morte aparente”, consta em um dos trechos do documento.

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Conforme apuração da polícia, o crime ocorreu logo após o pai das vítimas sair para trabalhar. A denunciada teria matado os filhos para se vingar do esposo, pois acreditava que o marido possuía relacionamentos extraconjugais e não queria que a guarda das crianças ficasse com ele, caso houvesse separação. “Para não levantar suspeitas, a denunciada dissimulou a ocorrência de um roubo em sua residência, dizendo que sua casa havia sido invadida e assaltada por um homem, que desferiu uma paulada em sua cabeça, o que a fez desmaiar”, diz a denúncia.

A promotora de Justiça ressaltou que a prisão temporária da denunciada encerra no dia 5 de agosto, sendo necessária a decretação de sua prisão preventiva. “Além do clamor social causado na cidade por crime tão brutal e bárbaro envolvendo duas crianças, verifica-se o risco de fuga, já que os últimos documentos juntados aos autos do inquérito policial revelam que a mesma pretendia evadir-se após o delito, pois havia escondido dinheiro em sua residência”.

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Para a promotora existe, ainda, a necessidade de garantir a regularidade da instrução processual, “pois a maioria das testemunhas elencadas são parentes e/ou conhecidos da vítima e esta pode vir a lhes coagir ou influenciar, de qualquer forma, seus depoimentos”, afirmou ela.

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