Fazendeiro tibetano morreu depois de atear fogo a si mesmo no noroeste da China (Foto: AP)

Um fazendeiro tibetano morreu depois de atear fogo a si mesmo no noroeste da China nesta terça-feira (23). É a segunda morte por imolação perto do Mosteiro Labrang em dois dias e a mais recente de dezenas de atos anti-China semelhantes feitos por tibetanos.

Dorje Rinchen, um fazendeiro com cerca de 50 anos, se queimou na rua principal em Xiahe e morreu mais tarde. A identidade foi confirmada por e-mail pela Campanha Internacional pelo Tibete, baseada em Washington.

Com estes dois casos, são quase 60 imolações ou tentativas de imolação de tibetanos na China desde fevereiro de 2009. Muitos pediram o retorno do Dalai Lama, o líder espiritual exilado. O governo confirmou apenas algumas das auto-imolações.

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O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou nesta quarta-feira (24) a alegação de que apoiadores do Dalai Lama incitaram as imolações.

“A fim de alcançar seu objetivo separatista, apoiadores do Dalai Lama não mostraram hesitação em incitar os atos”, disse o porta-voz do ministério, Hong Lei, em uma coletiva de imprensa. “Este é desprezível e merece a condenação das pessoas.”

O Dalai Lama e representantes do auto-declarado governo tibetano no exílio na Índia dizem que se opõem a toda violência.

O mosteiro em Xiahe é um dos mais importantes fora do Tibete, e foi o local de inúmeros protestos por monges após a onda de violência étnica na região em 2008, quando ocorreu a mais duradoura revolta tibetana contra o domínio chinês em décadas.

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‘Prisão’
Em setembro, o presidente do Parlamento tibetano no exílio acusou a China de ter transformado o Tibete em uma gigantesca prisão, no discurso de abertura da maior assembleia de representantes da comunidade tibetana exilada em quatro anos.

“Um estado de lei marcial não reconhecido segue vigente no Tibete”, denunciou Penpa Tsering no início do encontro de quatro dias em Dharamsala, cidade do norte da Índia que é a sede do governo tibetano no exílio.

“A China transformou o Tibete em um território que parece uma prisão”, completou.

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