Poder público engajado para viabilizar o sistema hidroviário de um país e integração das hidrovias com outros modais de transporte, como o ferroviário e rodoviário para baratear o custo do frete. Estas foram as duas principais conclusões que os membros do Movimento Pró-Logística, do qual a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) faz parte, chegaram após conhecerem a logística de escoamento da produção dos Estados Unidos e do Panamá no início de novembro. O objetivo da viagem foi conhecer e trocar informações sobre hidrovias, sistemas de eclusas, ferrovias e rodovias. Da Famato participaram o presidente, Rui Prado, e o diretor executivo, Seneri Paludo, além do gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

Segundo o presidente da Famato, Rui Prado, a principal conclusão da missão foi que o poder público é fundamental para viabilizar o sistema hidroviário de um país. “Nos Estados Unidos, que é o país mais rico do mundo e tem um setor privado bastante forte, além de conceder as licenças ambientais, o governo projeta e constrói as hidrovias. O exemplo que tiramos disso é que, além dos investimentos do setor privado, o poder público é fundamental para tirar grandes projetos de logística do papel. No caso do Brasil, concluímos que se o governo federal não se engajar, aplicando recursos, ficará muito difícil viabilizar o sistema hidroviário do país”, analisa Prado.

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A missão passou por três regiões diferentes dos dois países como os portos da costa leste até a região de Sant Loius, importante via de escoamento de grãos dos Estados Unidos, o Golfo do México e o Canal do Panamá.

O diretor executivo da Famato, Seneri Paludo, destaca que outro ponto que faz com que o escoamento de grãos nos Estados Unidos seja modelo para o resto do mundo é a integração de modais de transporte. “Sem dúvida para ter uma competitividade mínima entre os modais, é preciso ter um modal hidroviário competindo com modal ferroviário e com o rodoviário. Este sistema multi modal acaba barateando o custo do frete, já que o fato de ter duas vias competindo pelo mesmo produto dá certo poder de barganha”, comenta.

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Paludo elenca ainda que a criação de vários eixos de escoamento também é importante para baratear o custo de frete em Mato Grosso. “Temos que estimular novas vias de escoamento, como o leste, através do Vale do Araguaia, e o norte, saindo pelos portos da região Norte do país”, disse Paludo.

Para o presidente da Famato, Rui Prado, o projeto Centro-Oeste competitivo, que irá traçar um planejamento estratégico da infraestrutura de transporte e logística de cargas na região Centro-Oeste, vai identificar quais serão os modais ideais para Mato Grosso. “Quando o projeto ficar pronto, no início de 2013, teremos um mapeamento completo dos modais prioritários para Mato Grosso avançar no transporte de cargas e buscar parcerias com o poder pública e a iniciativa privada”, pontua Prado.

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