A manifestação pelo veto da presidenta Dilma Rousseff começa às 14h. Vias do Centro serão fechadas a partir das 10h e transportes públicos circulam de graça depois das 13h
Hoje é o grande dia da manifestação ‘Veta, Dilma’, em defesa dos royalties e contra a injustiça promovida pelo projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados e que pulveriza os recursos dos estados produtores de petróleo. A concentração começa às 14h na Candelária.

Depois, a passeata, com a participação de trios elétricos, segue em direção à Cinelândia. Ali, ato terá a participação de grupos musicais e artistas. Também será lido o manifesto, que pede o veto da presidenta Dilma Rousseff.

O evento reunirá estudantes, trabalhadores, políticos,representantes da sociedade civil e uma comitiva do Espírito Santo. Estão sendo aguardadas caravanas vindas das cidades do interior, principalmente do Norte Fluminense, onde estão localizados os municípios produtores.

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RUAS INTERDITADAS

Repartições públicas estadual e municipal param a partir das 14h, só funcionando os serviços essenciais. Já as concessionárias de transportes públicos — metrô, barcas e trens — terão gratuidade para os manifestantes. No metrô, o horário de utilização dos cartões de ida para o evento é das 13h às 15h, com embarque em qualquer estação. A volta será entre 20h e 22h, nas estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas. Nas barcas, a gratuidade ocorre nas linhas sociais das 13h às 15h (ida) e das 20h às 22h (volta).

O trânsito no Centro será interditado a partir das 10h. A CET-Rio fecha a pista lateral da Avenida Presidente Vargas da altura do Detran (próximo à Av. Passos) até a Avenida Rio Branco, no sentido Candelária. Às 11h, interrompe a Av. Rio Branco, entre a Presidente Vargas e a Rua da Assembleia. No mesmo horário, a Rua Evaristo da Veiga, entre a Av. Rio Branco e a Av. República do Paraguai, será interditada. Às 12h será estendido o fechamento da Av. Rio Branco até a Av. Presidente Wilson. Todas as vias transversais a Av. Rio Branco ficam interditadas até o fim do evento.

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FAIXA ALERTA

Um ato simbólico ontem na Praia de Copacabana chamou a atenção para a manifestação de hoje. Promovido pelo movimento Rio de Paz, foram instaladas 20 bacias cheias de água negra — alusão aos municípios produtores de petróleo — em frente a uma faixa, que indagava ‘É bom para o Brasil quebrar o Rio de Janeiro?’.

Conforme o coordenador do grupo, Gregório Dotorovici, o ato foi de apoio ao Estado do Rio, que enfrenta os riscos socioambientais, decorrentes da exploração de óleo, e com menos recursos, caso a lei seja sancionada.

Pelos cálculos do governo do estado, o Rio perderá em 2013 R$ 3,4 bilhões em receitas. Até 2020, as perdas em royalties e participações especiais podem chegar até R$ 77 bilhões. O governador Sérgio Cabral afirmou que espera, pelo menos, o veto parcial da presidenta sobre os artigos que altera o que já é direito adquirido dos estados produtores.

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