O paratleta, Allender dos Anjos / Foto: Ilcimar Aranha/ VOCÊ REPÓRTER

O atletismo para deficiente no Brasil cresce a cada ano devido ao bom desempenho dos participantes, principalmente nas paraolimpíadas. Pessoas que descobriram o seu ‘talento’ em eventos organizados em seus municípios e Estados. Inserções que não ocorreram nos últimos eventos de corrida de rua organizados em Rondonópolis como, por exemplo, na corrida de ‘São João Batista’, na ‘5K no Cais ‘e na ‘1º Corrida Acir Rondon’, que não tiveram a categoria e nem premiação para a categoria especial.

No último domingo (09), foi realizada a corrida de rua em comemoração aos 59 anos da cidade, o percurso foi de 7,5 Km. O evento contou com um público considerável de participantes entre amadores e profissionais, porém mais uma vez não houve a categoria para deficientes, onde pessoas amantes do atletismo com necessidades especiais ficaram de fora do evento ou tiveram que participar concorrendo com todos os outros.

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O fato curioso foi que autoridades políticas do Estado e o representante da associação organizadora do evento, ao discursar na entrega da premiação, se preocuparam em falar das obras feitas naquele local e aumentar o valor da premiação no próximo ano de 2013, mas em momento nenhum se lembraram da acessibilidade no esporte.

A prefeitura de Rondonópolis nos últimos meses vem debatendo junto ao comércio, a lei de acessibilidade ao renovar o alvará dos estabelecimentos comerciais, onde cobram que se reformem as calçadas, para que pessoas com necessidades especiais possam andar tranquilamente no centro da cidade.

Neste período de discussão de acessibilidade o município entra na contra mão da lei, já que por um lado mostra a preocupação com a acessibilidade, mas não tem uma lei específica para que os eventos esportivos que forem realizados na cidade, inclua a categoria para os deficientes.

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O paratleta, Allender dos Anjos, da cidade de Guiratinga, participou da corrida Acir Rondon e lamentou por não ter a categoria para deficientes. Segundo ele esta é a terceira corrida que participa em Rondonópolis este ano, em nenhuma delas tiveram atenção aos atletas com necessidades especiais.

Para o paratleta não é justo que todos disputem em uma mesma categoria. Ele pede que os organizadores de corrida de rua de Rondonópolis, nos próximos eventos olhe com mais carinho para deficientes.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa a Acir foi destacado que neste ano não foi possível à formatação do evento com a inclusão desta categoria devido ao pouco tempo que se tive para organizar. Foram cerca de 30 dias desde a concepção do projeto até o dia do evento e para se ter cadeirantes, deficientes visuais e portadores de outras necessidades especiais que não utilizam cadeira de rodas a estrutura da corrida teria que ser maior e bem diferente, com um suporte técnico especializado.

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Uma das maiores diferenças seria com relação ao tráfego de veículos. Seria necessário parar totalmente o trânsito da cidade e, nesta edição, apenas controlamos os cruzamentos e tivemos batedores junto aos atletas. No entanto, a ACIR tem a intenção de realizar as próximas edições da Corrida com a inclusão da categoria especial para PNE’s.

 

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